exile
Entrevista :: Hank Snapp
10/09/09 13:49
Fizemos mais uma das nossas clássicas
entrevistas com o Hank Snapp, manager da loja da Exile em Laguna.
Dessa vez ele falou de Laguna, pranchas, Brasil e UST...
1) O verão esta quase acabando, fala um pouco do que rolou por aí...
Hank: Bom, para começar, nós tivemos o maior swell dos últimos 3 anos. Alguns dizem que foi o maior dos últimos 10 anos até. Foi gigante, the wedge com 20 pés e Aliso variando de 10 a 15 pés. Isso foi quando o Steve e o Paulo fizeram o vídeo de tow-in. Foi bem louco porque as ondas da série estavam bem separadas no primeiro dia. Então parecia que estava flat e de repente uma onda gigante aparecia. Foi realmente maneiro ver o Steve rebocar o Paulo e o Bill Bryan nas ondas gigantes bem aqui na frente. Tirando isso, o verão foi bem comum. Todo dia a praia estava cheia de skimmers bem jovens. Na verdade, eu já estou sonhando com o dia que essas crianças todas vão ter que voltar para a aula...
2)Desde a última fez que nós fizemos uma dessas entrevistas rolaram vários campeonatos e boas ondas por aí... A Exile está atrás de novos riders? Você está de olho em alguns skimmers que podem virar pro daqui a pouco?
Hank: é verdade... as ondas andam boas por aqui. Parece que todo dia tem alguma coisa, em algum lugar para se divertir. O swell gigante mexeu bastante com o fundo em 10th St. e tem ficado muito bom por lá!
Vai ser bem difícil para alguém entrar no time da Exile agora. Eu estava até falando isso para o Lucas Gomes (Caco), eu acho que ele manda muito bem. Mas, no momento nós temos 45 atletas e isso não inclui as pessoas que a gente ajuda com pranchas a preços mais em conta. Eu acho que nós temos um time incrível e nós não temos muitas razões para procurar novos riders no momento. Nós estamos sendo bem seletivos e focando em deixar os riders atuais felizes.
Com certeza tem alguns riders mandando muito bem aqui em Laguna, se eles continuarem focados com certeza vão impressionar muito gente no futuro. Os gêmeos Kyle e Kalin são dois dos riders mais impressionantes, juntos com o Blair Conklin e eles tem 15 anos ou menos. Eu, honestamente, acho que eles dariam trabalho para muito pro.
3) Tem alguma novidade na Exile que você possa falar para a gente?
Hank: Na verdade não. (risadas). Tudo que eu posso falar é que 2010 esta quase aí e nós temos sim algumas surpresas!
4) Como foi a recepção do Stimulus? Você já venderam quase todas cópias?
Hank: Eu acho que a premiere foi um sucesso. Nós tivemos quase 500 pessoas somando as duas sessões. Foi bem legal ver tantas pessoas interessadas em assistirem um filme de skimboard. Eu acho que a galera tem gostado bastante do filme. Eu realmente não escutei ninguém reclamando do filme. Na verdade eu já escutei umas pessoas falando que a introdução com o café da manha é muito longa.
Na verdade, eu tenho uma história bem legal sobre essa cena. Eu também trabalho em um restaurante em Dana Point (que é ao lado de Laguna) chamado Taco Surf... Nós passamos filmes de surf no telão lá. Quando eu estou trabalhando Bearded ou Stimulus ficam passando sem parar. Há uma semana atrás, o Ryan Sheckler (skatista) foi lá. Ele vai bastante lá até. Mas, enfim, ele e os amigos deles ficaram lá assistindo Stimulus e não paravam de falar o quão maneiro era o filme! Foi bem legal.
Mas, vocês não precisam se preocupar... Nós nunca vamos ficar sem cópias do filme para vender.
5) Vamos falar um pouco sobre pranchas agora... O modelo do Domke está vendendo bastante?! Tem alguma combinação de tamanho/espessura que esta agradando bastante a galera?!
Hank: O modelo do Domke tem vendido muito. Parece que todo mundo na Florida ou na costa leste quer um. Ou pelo menos quer o rocker do Domke. Basicamente, a prancha tem um rocker bem flat no meio, o que significa que a prancha é mais rápida especialmente quando você esta indo buscar as ondas, principalmente de side slip. Com certeza, é uma prancha mais difícil de usar. Em termos de dificudade para andar eu diria que a ordem é: Domke, Pro e Hybrid. Hybrid sendo a mais fácil. Eu pessoalmente não gosto do modelo do Domke tanto assim, mas, isso é mais porque eu costumo skiar em praias mais inclinadas, então a passagem da areia para a água pode ficar bem complicada com um rocker mais flat. Eu tenho certeza que se eu estivesse na costa leste eu adoraria a prancha. Ultimamente parece que as pessoas estão usando pranchas um pouco maiores e cores bem chamativas!
6) O campeonato da UST está bem apertado. Você tem alguma aposta?
Hank: Vai ser bem apertado mesmo. Eu, obviamente, estou apostando que algum dos atletas da Exile vai ganhar. Mas, eu não tenho certeza de quem vai ser. É bem complicado de falar. Tem ainda dois eventos, um em Santa Cruz e outro em Newport. O Paulo costuma mandar bem em Santa Cruz, mas, a onda ajuda bastante o estilo do Domke. O Jaime também está skiando melhor que nunca. Não dá para escolher ninguém entre os sete primeiros no momento. Qualquer um deles pode ganhar. O ranking está tão apertado que é só acontecerem duas baterias com alguns dos top pros que pode mudar tudo e favorecer o Sears ou o Bill. Eu só vou fazer apostas depois de Santa Cruz.
7) Agora, o assunto que a creche não para de falar. O Adam veio para cá, o Nick veio para cá, quando vocês vão vir para cá?!
Bem... você quer ouvir a boa notícia ou a má notícia primeiro? Eu não sei, e eu odeio dizer, mas, provavelmente, não poderemos ir para o Brasil tão cedo. É realmente complicado. Existem vários fatores que prendem a gente aqui...
Uma boa razão para ir para o Brasil seria conhecer os skimmers daí, mas, as nossas trips costumam ser para filmar para os vídeos.
Não me entenda mal, Sununga tem um potencial incrível, mas, parece que as melhores ondas são entre junho e agosto, que é quando a maioria dos nossos atletas estão participando de campeonatos por aqui. Isso sem falar que é impossível de fechar a loja da Exile durante essa época do ano. E ainda por cima temos o problema do visto. O visto demora no mínimo 10 dias. Então, nós não podemos olhar a previsão e falar: Sununga vai estar rolando e pegar um vôo. Muitos dos pros tem empregos e outras obrigações e não podem desaparecer por muito tempo. Tirar o visto não é barato e as passagens também não. E o que acontece se a gente chegar aí e não estiver rolando? Claro que ainda seria bem divertido. Mas, eu acho que do ponto de vista de filmar e de negócios mesmo, existem lugares mais acessíveis da visão do Aaron. Afinal, nós podemos fazer três trips para Cabo pelo preço de uma viagem para o Brasil e quase que com certeza encontrar boas ondas lá.
O SkimBrasil gostaria de agradecer o Hank pela entrevista!! Aguardem mais entrevistas em breve.
English version...
1) summer is almost over... Could you do a little recap of how summer
was in Laguna?
Well we got one of the biggest swell's southern California's seen in at least 3 years...some are saying 10 years...it was just massive. Like 20' at wedge...Aliso was a solid 10-15'. That's when Steve and Paulo were doing the tow-ins that is on the website. It was crazy because the sets were so spaced apart that first day. It would look dead calm like there were no waves, then out of nowhere a six wave 10' set would roll in. Definitely cool to watch Steve tow Paulo and Beaker in to waves on skims right in the back yard. Other than that its been a pretty typical Laguna summer. Gromfest everyday at the beach. I can't wait for all those kids to go back to school.
2) since we last talked there were a bunch of contests and some pretty nice waves over there i bet... Are u guys looking for new riders?! Do you have any riders in mind that are standing out and should become pro soon?!
Yea the waves have been really great this summer. Seems like everyday there's been something to play around on. That huge swell dished out the sand at 10th St. and its been the best its been in years by all accounts.
Its going to be pretty tough for anyone to get on Exile right now as I was telling Lucas, who I definitely think kills it. Right now we have over 45 sponsored riders, and that doesn't include people like myself and some others that we hook up. I think we have an incredible team, and there just isn't any reason to be looking for riders. We are just being super selective now, and trying to keep the current members happy.
There are definitely some groms here in Laguna, that if they keep there heads on straight are going to blow peoples minds in a few years. The twins Kyle and Kalin are two of the sickest riders along side Blair Conklin I've seen in a long time, and they're all 15 or younger. I honestly think they could give a bunch of pro a run for their money now.
3) is there any new Exile surprises you can talk about??
No haha. All I'm going to say is that 2010 is right around the corner, and we do have somethings up are sleeve for next year.
4) How was the reception for Stimulus?! Are guys almost sold out of them??
I think the premiere was a huge success. I think we had almost 500 people show up between the two shows. So cool to see that many people come out for a skim flick. I think its reception's been great. I haven't really heard any negative feedback about it other than the super long "breakfast intro" haha.
I actually have a pretty cool story about it. I also work at a resturant in Dana Point called Taco Surf as a server....we play surf movies and well whenever I'm working you can almost guarantee that Bearded or Stimulus is on loop. Well about a week ago Ryan Sheckler came in. He actually frequents the place quite often. Anyways, him and his buddies were sitting by one of the tv's playing Stimulus, and he literally couldn't take his eyes off of it. I could here him saying how sick it was. Pretty cool....
Oh and we will never sell out of them
5) let's talk a bit about boards... How is domke's pro model doing sales wise?! is there any size/thickness trend that we should know
about?!
Domke's pro model has been a huge hit. It seems like everyone in Florida and the east coast wants one or at least the "knocked back" rocker on his board. Basically the board has a large "flat" spot in the rocker making it faster especially when you're sliding out to waves and side slipping. It is definitely a harder board to ride. Difficulty wise it goes the Domke, Pro, then hybrid. I personally don't like it all that much, but that's just because I'm typically skimming beaches that are steeper, and that sand to water transfer can really be tough with a flatter board. I'm sure if I was back on the east coast I would love it. Its definitely a lot faster side slipping though. It seems like everyone is going with bigger boards lately, and bright bright colors too.
6) the UST is pretty close... any bets?!
It is going to be a close one. I'm betting that an Exile rider comes out on top, but I'm not sure who its going to be. Its really hard to say...I mean there's two events left Santa Cruz and Newport. Paulo's done well repeatedly in Santa Cruz, but the wave really fits Domke's style so I could see either of them doing well. Jaime has really locked up himself lately, and skimming better than ever. You can't rule anyone one in the top 7 out right now. Any of them can win on any given day, and its so close all it takes is two stacked heats to completely turn things around for same Sears or Bill. Jury's out I'll get back to you after Santa Cruz.
7)now, the topic the kids don't stop talking about... Adam came here, Nick came here, when are u guys going to come over?!
Well do you want the good news or bad news? I don't know, and I hate to say this, but probably not anytime soon unfortunately. Its just really hard. There are just so many factors that hold us back.
While part of the reason would be to meet skimboarders from Brazil, and hang out etc...I know most of our trips are to film for our movies.
Don't get me wrong Sununga has huge potential, but it seems like its the best in June, July, and August, which is when most of our team riders are traveling for contests here. Not to mention its literally impossible to shut down the shop during that time. On top of all that you have to get a visa which takes at least 10 days to get so its not like we can look on a surf report go "holy sh*t" Sununga is going to be firing hop on a flight and go. A lot of these guys have other jobs and obligations that they have to tend to, and just can't be gone that long. Visa's aren't cheap and neither are plane flights. Then what if you get there and its not good? Obviously it'd still be a ton of fun. I think from a filming and business point of view there are more economical skim destinations out there in Aaron's eyes. I mean we can take three trips down to Cabo for the price of one trip to Brazil, and almost certainly score good waves.

Fim de tarde em Laguna...
1) O verão esta quase acabando, fala um pouco do que rolou por aí...
Hank: Bom, para começar, nós tivemos o maior swell dos últimos 3 anos. Alguns dizem que foi o maior dos últimos 10 anos até. Foi gigante, the wedge com 20 pés e Aliso variando de 10 a 15 pés. Isso foi quando o Steve e o Paulo fizeram o vídeo de tow-in. Foi bem louco porque as ondas da série estavam bem separadas no primeiro dia. Então parecia que estava flat e de repente uma onda gigante aparecia. Foi realmente maneiro ver o Steve rebocar o Paulo e o Bill Bryan nas ondas gigantes bem aqui na frente. Tirando isso, o verão foi bem comum. Todo dia a praia estava cheia de skimmers bem jovens. Na verdade, eu já estou sonhando com o dia que essas crianças todas vão ter que voltar para a aula...
2)Desde a última fez que nós fizemos uma dessas entrevistas rolaram vários campeonatos e boas ondas por aí... A Exile está atrás de novos riders? Você está de olho em alguns skimmers que podem virar pro daqui a pouco?
Hank: é verdade... as ondas andam boas por aqui. Parece que todo dia tem alguma coisa, em algum lugar para se divertir. O swell gigante mexeu bastante com o fundo em 10th St. e tem ficado muito bom por lá!
Vai ser bem difícil para alguém entrar no time da Exile agora. Eu estava até falando isso para o Lucas Gomes (Caco), eu acho que ele manda muito bem. Mas, no momento nós temos 45 atletas e isso não inclui as pessoas que a gente ajuda com pranchas a preços mais em conta. Eu acho que nós temos um time incrível e nós não temos muitas razões para procurar novos riders no momento. Nós estamos sendo bem seletivos e focando em deixar os riders atuais felizes.
Com certeza tem alguns riders mandando muito bem aqui em Laguna, se eles continuarem focados com certeza vão impressionar muito gente no futuro. Os gêmeos Kyle e Kalin são dois dos riders mais impressionantes, juntos com o Blair Conklin e eles tem 15 anos ou menos. Eu, honestamente, acho que eles dariam trabalho para muito pro.
3) Tem alguma novidade na Exile que você possa falar para a gente?
Hank: Na verdade não. (risadas). Tudo que eu posso falar é que 2010 esta quase aí e nós temos sim algumas surpresas!
4) Como foi a recepção do Stimulus? Você já venderam quase todas cópias?
Hank: Eu acho que a premiere foi um sucesso. Nós tivemos quase 500 pessoas somando as duas sessões. Foi bem legal ver tantas pessoas interessadas em assistirem um filme de skimboard. Eu acho que a galera tem gostado bastante do filme. Eu realmente não escutei ninguém reclamando do filme. Na verdade eu já escutei umas pessoas falando que a introdução com o café da manha é muito longa.
Na verdade, eu tenho uma história bem legal sobre essa cena. Eu também trabalho em um restaurante em Dana Point (que é ao lado de Laguna) chamado Taco Surf... Nós passamos filmes de surf no telão lá. Quando eu estou trabalhando Bearded ou Stimulus ficam passando sem parar. Há uma semana atrás, o Ryan Sheckler (skatista) foi lá. Ele vai bastante lá até. Mas, enfim, ele e os amigos deles ficaram lá assistindo Stimulus e não paravam de falar o quão maneiro era o filme! Foi bem legal.
Mas, vocês não precisam se preocupar... Nós nunca vamos ficar sem cópias do filme para vender.
5) Vamos falar um pouco sobre pranchas agora... O modelo do Domke está vendendo bastante?! Tem alguma combinação de tamanho/espessura que esta agradando bastante a galera?!
Hank: O modelo do Domke tem vendido muito. Parece que todo mundo na Florida ou na costa leste quer um. Ou pelo menos quer o rocker do Domke. Basicamente, a prancha tem um rocker bem flat no meio, o que significa que a prancha é mais rápida especialmente quando você esta indo buscar as ondas, principalmente de side slip. Com certeza, é uma prancha mais difícil de usar. Em termos de dificudade para andar eu diria que a ordem é: Domke, Pro e Hybrid. Hybrid sendo a mais fácil. Eu pessoalmente não gosto do modelo do Domke tanto assim, mas, isso é mais porque eu costumo skiar em praias mais inclinadas, então a passagem da areia para a água pode ficar bem complicada com um rocker mais flat. Eu tenho certeza que se eu estivesse na costa leste eu adoraria a prancha. Ultimamente parece que as pessoas estão usando pranchas um pouco maiores e cores bem chamativas!
6) O campeonato da UST está bem apertado. Você tem alguma aposta?
Hank: Vai ser bem apertado mesmo. Eu, obviamente, estou apostando que algum dos atletas da Exile vai ganhar. Mas, eu não tenho certeza de quem vai ser. É bem complicado de falar. Tem ainda dois eventos, um em Santa Cruz e outro em Newport. O Paulo costuma mandar bem em Santa Cruz, mas, a onda ajuda bastante o estilo do Domke. O Jaime também está skiando melhor que nunca. Não dá para escolher ninguém entre os sete primeiros no momento. Qualquer um deles pode ganhar. O ranking está tão apertado que é só acontecerem duas baterias com alguns dos top pros que pode mudar tudo e favorecer o Sears ou o Bill. Eu só vou fazer apostas depois de Santa Cruz.
7) Agora, o assunto que a creche não para de falar. O Adam veio para cá, o Nick veio para cá, quando vocês vão vir para cá?!
Bem... você quer ouvir a boa notícia ou a má notícia primeiro? Eu não sei, e eu odeio dizer, mas, provavelmente, não poderemos ir para o Brasil tão cedo. É realmente complicado. Existem vários fatores que prendem a gente aqui...
Uma boa razão para ir para o Brasil seria conhecer os skimmers daí, mas, as nossas trips costumam ser para filmar para os vídeos.
Não me entenda mal, Sununga tem um potencial incrível, mas, parece que as melhores ondas são entre junho e agosto, que é quando a maioria dos nossos atletas estão participando de campeonatos por aqui. Isso sem falar que é impossível de fechar a loja da Exile durante essa época do ano. E ainda por cima temos o problema do visto. O visto demora no mínimo 10 dias. Então, nós não podemos olhar a previsão e falar: Sununga vai estar rolando e pegar um vôo. Muitos dos pros tem empregos e outras obrigações e não podem desaparecer por muito tempo. Tirar o visto não é barato e as passagens também não. E o que acontece se a gente chegar aí e não estiver rolando? Claro que ainda seria bem divertido. Mas, eu acho que do ponto de vista de filmar e de negócios mesmo, existem lugares mais acessíveis da visão do Aaron. Afinal, nós podemos fazer três trips para Cabo pelo preço de uma viagem para o Brasil e quase que com certeza encontrar boas ondas lá.
O SkimBrasil gostaria de agradecer o Hank pela entrevista!! Aguardem mais entrevistas em breve.
English version...
1) summer is almost over... Could you do a little recap of how summer
was in Laguna?
Well we got one of the biggest swell's southern California's seen in at least 3 years...some are saying 10 years...it was just massive. Like 20' at wedge...Aliso was a solid 10-15'. That's when Steve and Paulo were doing the tow-ins that is on the website. It was crazy because the sets were so spaced apart that first day. It would look dead calm like there were no waves, then out of nowhere a six wave 10' set would roll in. Definitely cool to watch Steve tow Paulo and Beaker in to waves on skims right in the back yard. Other than that its been a pretty typical Laguna summer. Gromfest everyday at the beach. I can't wait for all those kids to go back to school.
2) since we last talked there were a bunch of contests and some pretty nice waves over there i bet... Are u guys looking for new riders?! Do you have any riders in mind that are standing out and should become pro soon?!
Yea the waves have been really great this summer. Seems like everyday there's been something to play around on. That huge swell dished out the sand at 10th St. and its been the best its been in years by all accounts.
Its going to be pretty tough for anyone to get on Exile right now as I was telling Lucas, who I definitely think kills it. Right now we have over 45 sponsored riders, and that doesn't include people like myself and some others that we hook up. I think we have an incredible team, and there just isn't any reason to be looking for riders. We are just being super selective now, and trying to keep the current members happy.
There are definitely some groms here in Laguna, that if they keep there heads on straight are going to blow peoples minds in a few years. The twins Kyle and Kalin are two of the sickest riders along side Blair Conklin I've seen in a long time, and they're all 15 or younger. I honestly think they could give a bunch of pro a run for their money now.
3) is there any new Exile surprises you can talk about??
No haha. All I'm going to say is that 2010 is right around the corner, and we do have somethings up are sleeve for next year.
4) How was the reception for Stimulus?! Are guys almost sold out of them??
I think the premiere was a huge success. I think we had almost 500 people show up between the two shows. So cool to see that many people come out for a skim flick. I think its reception's been great. I haven't really heard any negative feedback about it other than the super long "breakfast intro" haha.
I actually have a pretty cool story about it. I also work at a resturant in Dana Point called Taco Surf as a server....we play surf movies and well whenever I'm working you can almost guarantee that Bearded or Stimulus is on loop. Well about a week ago Ryan Sheckler came in. He actually frequents the place quite often. Anyways, him and his buddies were sitting by one of the tv's playing Stimulus, and he literally couldn't take his eyes off of it. I could here him saying how sick it was. Pretty cool....
Oh and we will never sell out of them
5) let's talk a bit about boards... How is domke's pro model doing sales wise?! is there any size/thickness trend that we should know
about?!
Domke's pro model has been a huge hit. It seems like everyone in Florida and the east coast wants one or at least the "knocked back" rocker on his board. Basically the board has a large "flat" spot in the rocker making it faster especially when you're sliding out to waves and side slipping. It is definitely a harder board to ride. Difficulty wise it goes the Domke, Pro, then hybrid. I personally don't like it all that much, but that's just because I'm typically skimming beaches that are steeper, and that sand to water transfer can really be tough with a flatter board. I'm sure if I was back on the east coast I would love it. Its definitely a lot faster side slipping though. It seems like everyone is going with bigger boards lately, and bright bright colors too.
6) the UST is pretty close... any bets?!
It is going to be a close one. I'm betting that an Exile rider comes out on top, but I'm not sure who its going to be. Its really hard to say...I mean there's two events left Santa Cruz and Newport. Paulo's done well repeatedly in Santa Cruz, but the wave really fits Domke's style so I could see either of them doing well. Jaime has really locked up himself lately, and skimming better than ever. You can't rule anyone one in the top 7 out right now. Any of them can win on any given day, and its so close all it takes is two stacked heats to completely turn things around for same Sears or Bill. Jury's out I'll get back to you after Santa Cruz.
7)now, the topic the kids don't stop talking about... Adam came here, Nick came here, when are u guys going to come over?!
Well do you want the good news or bad news? I don't know, and I hate to say this, but probably not anytime soon unfortunately. Its just really hard. There are just so many factors that hold us back.
While part of the reason would be to meet skimboarders from Brazil, and hang out etc...I know most of our trips are to film for our movies.
Don't get me wrong Sununga has huge potential, but it seems like its the best in June, July, and August, which is when most of our team riders are traveling for contests here. Not to mention its literally impossible to shut down the shop during that time. On top of all that you have to get a visa which takes at least 10 days to get so its not like we can look on a surf report go "holy sh*t" Sununga is going to be firing hop on a flight and go. A lot of these guys have other jobs and obligations that they have to tend to, and just can't be gone that long. Visa's aren't cheap and neither are plane flights. Then what if you get there and its not good? Obviously it'd still be a ton of fun. I think from a filming and business point of view there are more economical skim destinations out there in Aaron's eyes. I mean we can take three trips down to Cabo for the price of one trip to Brazil, and almost certainly score good waves.

Fim de tarde em Laguna...
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Stimulus
08/07/09 15:40
Vocês já devem ter lido a review do
ZonaSkim. Nós concordamos com muito do que a creche falou, vamos
apenas fazer alguns comentários desconexos e procurar não estragar
as surpresas para que não viu ainda. Portanto, o texto não é um
texto em si. É um monte de idéias soltas sobre o filme. Sintam-se a
vontade para comentar qualquer uma delas.
O filme é muito bem feito, bem filmado, bem editado e as manobras são simplesmente impressionantes. Assim como já foi falado, todo o estilo do filme é bem próximo do Bearded. Os ângulos, a edição rápida e picotada, os efeitos, os film burns, está tudo lá! Se você gostou do Bearded, você provavelmente vai gostar de Stimulus.
A intro é simplesmente impressionante, a trilha da intro é uma porrada do Mötley Crüe, bem parecida com o Guns n’ Roses do Bearded. Você vai ficar impressionado com os wraps. Os três anos filmando realmente pagaram, o resultado é impressionante e o filme só tem bangers. Praticamente qualquer onda do filme pode ser eleita a melhor onda do filme.
Quem acompanhou a Foreverskim e Skimboarder nesses últimos anos vai conseguir reparar várias sessions que já tinha rolado em fotos. A session do “Best aliso ever” foi realmente impressionante!
Manobras como 360 shove its para wrap, big spins para wraps e rasgadas enormes são figurinhas fáceis na parte de todos!
A única reclamação da review: Porque diabos tem Nightwish na trilha sonora?!
A edição do Radiohead e do Arcade Fire provavelmente compensam o Nightwish. Mas, mesmo assim. Nightwish está em uma das partes mais impressionantes do filme. Não vamos falar na parte de quem para não estragar a surpresa.
O Grady destrói tanto nas manobras como no prêmio de melhor vaca! O cara passa por cima das pedras por casa do white wash de Cabo. Com certeza você vai ficar preocupado se você tiver pensando em uma trip para Cabo!
Tommy D mostrou que todas as horas na Wave House foram um ótimo investimento! E a trilha divertida ficou muito manera! Quando soubemos que Take on Me do A-ha estava na trilha apostamos que seria a trilha da wipe out section. Mas, não, o Tommy D destrói e a música funciona bem como uma parte séria.
A parte dos Stinnetts é bizarra. O Sammy tira muita onda. A trilha valoriza e na opinião do Magarão é uma das músicas mais legais do filme. Você vai se sentir velho vendo o Sammy skiar. Não importa quantos anos você tem, o cara cresceu e consegue segurar uns bangers em The Wedge, mas, continua com o estilo despreocupado e energético.
É impressionante como os pros conseguem fazer coisas agressivas e continuarem parecendo muito leve. Você vai achar que a gravidade funciona diferente para eles. Os caras mandam manobras enormes antes dos wraps e continuam com velocidade para fazer um wrap perfeito. Ahhhh para os regulars que tem inveja dos goofies em Wedge, tem um sider para o outro lado bem irado! Você vai ficar impressionado de como os pros conseguem fazer wraps bem fechados e usar muito a parede da onda. In n’ outs são a constante do filme e não as exceções.
A parte do Woody e do Chia é muito legal! Os caras tem mais flexibilidade que muita professora de ioga!
Durante o filme é legal ver como nas ondas de The Wedge os caras não estão nem aí. Eles seguram na borda e tomam a onda inteira na cabeça como se fosse um jogo de videogame. Glassy! Glassy waves! That’s the name of the game!
A parte do George Bryan é uma das mais impressionantes em termos de mar. O cara faz uma session em The Wedge que parece toda em slow motion de tão perfeito que as ondas estavam quebrando. O Arcade Fire ajuda. Muito bem escolhido! Reparem bem que não é wavehouse! O mar estava perfeito mesmo! Filmar com dois ângulos é priceless. Os filmes ainda tem muito o que aprender com as produções de snowboard, mas, a edição com dois ângulos já deixa o filme anos a frente de outras produções de skimboard.
A parte do Brad Domke é bizarra. A creche mandou bem de não falar nada sobre ela. Porque realmente não tem como explicar. Você vai ter que passar várias manobras em slow motion para entender o que ele fez! O cara está em outro nível. Se você já estava se sentindo velho e travado antes, agora você vai querer fazer outro esporte. Porque o Domke é alien! Essa é a única explicação. O cara chega de sideslip em ondas que são bizarras de chegar de grinch! A música é engraçadinha, mas, não é lá muito legal de ficar escutando over and over again.
A parte final do Paulo é alien também. Acho que todas as ondas são para lá de over head. Prestem atenção na letra da música. Para quem conhece o papel do Paulo no skimboard atual, vai fazer muito sentido. Eu não sou lá tão fã de Muse porque eu acho as músicas deles meio parecidas, apesar de ter achado o show que eles fizeram aqui no Rio muito bom. A edição fica um pouco parecida com a edição do Kelly Slater no filme In Campaign 2 do Taylor Steele por causa da trilha que também é Muse, apesar de ser outra música. Mas, isso não tira o mérito e significado da coisa.
A Exile e todos os envolvidos estão de parabéns o filme é muito bom e é a melhor forma de mostrar o skimboard para as pessoas que não conhecem o esporte. Ahhh prestem atenção nos créditos, tem umas piadinhas cretinas, mas, engraçadas.
O trabalho da UST é muito importante para a profissionalização do esporte. Mas, depois de ver esse filme, não tem como negar! Vídeos fazem muito mais pela imagem do esporte! Realmente, são alguns dos melhores atletas do mundo nas melhores ondas dos últimos três anos. Não tem como competir com isso!
O filme é muito bem feito, bem filmado, bem editado e as manobras são simplesmente impressionantes. Assim como já foi falado, todo o estilo do filme é bem próximo do Bearded. Os ângulos, a edição rápida e picotada, os efeitos, os film burns, está tudo lá! Se você gostou do Bearded, você provavelmente vai gostar de Stimulus.
A intro é simplesmente impressionante, a trilha da intro é uma porrada do Mötley Crüe, bem parecida com o Guns n’ Roses do Bearded. Você vai ficar impressionado com os wraps. Os três anos filmando realmente pagaram, o resultado é impressionante e o filme só tem bangers. Praticamente qualquer onda do filme pode ser eleita a melhor onda do filme.
Quem acompanhou a Foreverskim e Skimboarder nesses últimos anos vai conseguir reparar várias sessions que já tinha rolado em fotos. A session do “Best aliso ever” foi realmente impressionante!
Manobras como 360 shove its para wrap, big spins para wraps e rasgadas enormes são figurinhas fáceis na parte de todos!
A única reclamação da review: Porque diabos tem Nightwish na trilha sonora?!
A edição do Radiohead e do Arcade Fire provavelmente compensam o Nightwish. Mas, mesmo assim. Nightwish está em uma das partes mais impressionantes do filme. Não vamos falar na parte de quem para não estragar a surpresa.
O Grady destrói tanto nas manobras como no prêmio de melhor vaca! O cara passa por cima das pedras por casa do white wash de Cabo. Com certeza você vai ficar preocupado se você tiver pensando em uma trip para Cabo!
Tommy D mostrou que todas as horas na Wave House foram um ótimo investimento! E a trilha divertida ficou muito manera! Quando soubemos que Take on Me do A-ha estava na trilha apostamos que seria a trilha da wipe out section. Mas, não, o Tommy D destrói e a música funciona bem como uma parte séria.
A parte dos Stinnetts é bizarra. O Sammy tira muita onda. A trilha valoriza e na opinião do Magarão é uma das músicas mais legais do filme. Você vai se sentir velho vendo o Sammy skiar. Não importa quantos anos você tem, o cara cresceu e consegue segurar uns bangers em The Wedge, mas, continua com o estilo despreocupado e energético.
É impressionante como os pros conseguem fazer coisas agressivas e continuarem parecendo muito leve. Você vai achar que a gravidade funciona diferente para eles. Os caras mandam manobras enormes antes dos wraps e continuam com velocidade para fazer um wrap perfeito. Ahhhh para os regulars que tem inveja dos goofies em Wedge, tem um sider para o outro lado bem irado! Você vai ficar impressionado de como os pros conseguem fazer wraps bem fechados e usar muito a parede da onda. In n’ outs são a constante do filme e não as exceções.
A parte do Woody e do Chia é muito legal! Os caras tem mais flexibilidade que muita professora de ioga!
Durante o filme é legal ver como nas ondas de The Wedge os caras não estão nem aí. Eles seguram na borda e tomam a onda inteira na cabeça como se fosse um jogo de videogame. Glassy! Glassy waves! That’s the name of the game!
A parte do George Bryan é uma das mais impressionantes em termos de mar. O cara faz uma session em The Wedge que parece toda em slow motion de tão perfeito que as ondas estavam quebrando. O Arcade Fire ajuda. Muito bem escolhido! Reparem bem que não é wavehouse! O mar estava perfeito mesmo! Filmar com dois ângulos é priceless. Os filmes ainda tem muito o que aprender com as produções de snowboard, mas, a edição com dois ângulos já deixa o filme anos a frente de outras produções de skimboard.
A parte do Brad Domke é bizarra. A creche mandou bem de não falar nada sobre ela. Porque realmente não tem como explicar. Você vai ter que passar várias manobras em slow motion para entender o que ele fez! O cara está em outro nível. Se você já estava se sentindo velho e travado antes, agora você vai querer fazer outro esporte. Porque o Domke é alien! Essa é a única explicação. O cara chega de sideslip em ondas que são bizarras de chegar de grinch! A música é engraçadinha, mas, não é lá muito legal de ficar escutando over and over again.
A parte final do Paulo é alien também. Acho que todas as ondas são para lá de over head. Prestem atenção na letra da música. Para quem conhece o papel do Paulo no skimboard atual, vai fazer muito sentido. Eu não sou lá tão fã de Muse porque eu acho as músicas deles meio parecidas, apesar de ter achado o show que eles fizeram aqui no Rio muito bom. A edição fica um pouco parecida com a edição do Kelly Slater no filme In Campaign 2 do Taylor Steele por causa da trilha que também é Muse, apesar de ser outra música. Mas, isso não tira o mérito e significado da coisa.
A Exile e todos os envolvidos estão de parabéns o filme é muito bom e é a melhor forma de mostrar o skimboard para as pessoas que não conhecem o esporte. Ahhh prestem atenção nos créditos, tem umas piadinhas cretinas, mas, engraçadas.
O trabalho da UST é muito importante para a profissionalização do esporte. Mas, depois de ver esse filme, não tem como negar! Vídeos fazem muito mais pela imagem do esporte! Realmente, são alguns dos melhores atletas do mundo nas melhores ondas dos últimos três anos. Não tem como competir com isso!
SkimBrasil entrevista Hank Snapp - Novidades na Exile e no UST
05/03/09 14:09
Para quem não sabe Hank Snapp é
manager da loja da Exile em San Clement na California. O SkimBrasil
já teve a oportunidade de estrevistar ele antes. Se você perdeu
essa entrevista basta clicar aqui. Essa primeira entrevista que
fizemos com ele responde muitas das suas dúvidas sobre diferentes
shapes e tamanhos de pranchas. Se você está pensando em trocar de
prancha, você precisa ler essa entrevista.
SkimBrasil: Antes de tudo, parabéns pelas novidades na linha de 2009! Pode-se realmente ver que vocês mudaram bastante coisas para 2009 e tudo parece muito style! Vamos começar com o modelo do Brad Domke. Quais são as principais diferenças dessa prancha para o modelo do Paulo Prietto? Qualquer um que pegar a prancha do Domke vai sair por aí acertando air drops enormes?!
Hank: O modelo do Domke foi desenvolvido em cima do modelo do Paulo. Ambas tem o mesmo shape, mas o modelo do Brad tem uma parte maior do rocker flat que um rocker hybrid normal, isso trás algumas vantagens do rocker traditional, mas sem que seja um situação tão estrema como uma prancha que tenha rocker traditional. Eu penso que é um ótimo meio do caminho entre o hybrid rocker e o traditional rocker. A gente não garante que vai ajudar você a mandar air drops, mas com certeza ajudará você a ter mais velocidade. Nós já vínhamos fazendo isso para o Brad há um tempo, ele gosta bastante para mares na Florida e na costa leste de uma forma geral. Outra diferença é que o modelo do Domke vem texturizado e o modelo do Paulo vem glossy. Claro que você pode comprar qualquer um dos modelos com o finish que você quiser.
SkimBrasil: Outra grande diferença para o ano passado são as artes. Agora vocês fazem artes no fundo da prancha e arte bastante complexas. Como que foi isso? O que vocês descobriram que não estão contando para ninguém?
Hank: Infelizmente, o que a gente consegue fazer de arte no parte de cima da prancha ainda é bem limitado comparando com o que podemos fazer em termos de arte no fundo da prancha. Tiveram três coisas que a gente teve que descobrir para poder oferecer arte no fundo da prancha.
Primeiramente nosso objetivo é fazer a prancha mais resistente para o peso da mesma. Qualquer um que já andou com as nossas pranchas sabe que elas são fortes e leves. Nossa primeira preocupação quando fazemos uma inovação é não fugir disso. Depois de dar marteladas no meu modelo de testes e propositalmente bater na pedras de Aliso em alta velocidade, eu posso garantir que as pranchas novas são tão resistente quanto antes. A minha prancha pesa 2.1Kg com os pads, então, não há nenhum aumento de peso significativo. Nossa segunda preocupação era fazer a arte do fundo da prancha algo em conta para os consumidores e para a própria Exile. Eu penso que para o preço da arte customizada, nós conseguimos isso. O terceiro objetivo era conseguir fazer artes melhores que as dos nossos competidores. Realmente distanciar a Exile nesse sentido.
Isso provavelmente envolve o gosto de cada um, mas eu estou muito satisfeito com os designs. Tomará que os nosso consumidores também estejam.
SkimBrasil: Esse ano vocês também tem uma linha de roupas e acessórios bem maior. Qual é o plano para o ano que vem?! Arrumar várias modelos para desfilar em uma passarela? Agora, sem brincadeiras, eu gostei bastante dos designs. Quem está fazendo eles?
Hank: Eu acho que a linha de roupas desse ano é a novidade mais legal. Eu penso que no passado dependia muito do gosto de cada um se você gostava das roupas da Exile ou não, mas esse ano nós temos algo para cada gosto. Isso sem falar que a qualidade dos materiais usados também está melhor esse ano, então, tudo é muito confortável de usar. Richard, um skimboarder da Holanda e o Grady desenvolveram os designs. Eu tenho que admitir que os dois fizeram um ótimo trabalho.
SkimBrasil: E o novo Bearded? Alguma idéia de quando que vai sair? Qualquer “inside info” sobre quem acertou que manobra ou sobre quem tem a primeira e a última parte é super bem vinda.
Hank: Da última vez que ouvi o próximo filme estará a venda antes do verão americano (no caso de vocês do inverno). Portanto imagino que o filme saia logo. Eu ouvi uns boatos que eu tenho a primeira parte e o Steve tem a última parte hahaha. Infelizmente para mim e para o Steve isso não é verdade. (Steve Taylor é o outro manager da loja da Exile). Para ser honesto eu não sei muito sobre o filme, e se eu soubesse também não estragaria a surpresa. Eu posso dizer que eu já vi uns pedaços e também tive o prazer de filmar algumas cenas, tenho certeza que será melhor que o primeiro. Posso garantir que tem altas ondas.
SkimBrasil: Todos sabemos que vocês estão sempre muito focados em inovar e aumentar a qualidade dos produtos. Tem alguma coisa que você possa andiantar para 2010?
Hank: Ainda é um pouco cedo para falar sobre 2010. Espero que a arte no fundo da prancha seja bem recebida esse ano e que possamos oferecer mais opções em 2010. Espero, também, que a gente consiga continuar expandindo a nossa linha de roupas e acessórios. Nós estamos sempre experimentando novas formas de fazer pranchas mais leves e resistentes então nunca se sabe se alguma coisa nova surgirá desses testes.
SkimBrasil: Vamos falar um pouco sobre a UST agora. Você poderia falar um pouco sobre como você ou o time da Exile pensam sobre as novas regras? A mudança para os 6 melhores resultados das 8 etapas para a formulação do ranking parece ser uma boa mudança para mim. (antes todas as 8 contavam). Mas, por outro lado, você acha que pode afetar a quantidade de atletas nas etapas da costa leste, aonde as ondas são conhecidas como não tão boas?
Hank: Eu estou bastante curioso para ver como essas mudanças afetarão a UST. No momento eu estou totalmente em cima do muro, eu prefiro esperar para ver o que vai acontecer antes de fazer qualquer julgamento. Eu consigo ver como isso poderia afetar negativamente algumas etapas, ao mesmo tempo eu não tenho tanta certeza se isso vai acontecer mesmo. A maioria dos atletas não acham que vai mudar muita coisa. Os pros estão meio que divididos meio a meio entre os que moram na costa oeste e os que moram na costa leste, eu penso que todos os top pros continuarão indo a todos os eventos, ou pelo menos grande parte deles. Por exemplo, um pro top da costa oeste como o Bill ou o Paulo pode pensar “ah eu não tenho porque ir até Vilano (na Florida), nos últimos anos as condições não estavam boas e eu tenho direito a descartar dois resultados” Mas, ao mesmo tempo tem o Brad Domke, o Stephen Bradford, o Corbin Dull e vários outros pros nascidos na costa leste que são capazes de ganhar qualquer torneio. Então você tem um cara desses pensando “ok, o Bill não vai, e tem bastante pros, então se eu ganhar essa etapa eu ainda ganho os mesmos 1000 pontos... Eu tenho uma boa chance e isso pode me colocar bem próximo do topo do ranking”. Eu penso que mentalmente é uma boa coisa e talvez torne a disputa ainda mais acirrada.
SkimBrasil: A nova regra sobre quanto vale cada etapa, baseada na quantidade de participantes, também parece bem justa. Mas, por outro lado, pode fazer a etapa de Cabo valer menos que uma etapa na costa leste, por exemplo. Você não acha que seria importante para a imagem do esporte se a etapa de Cabo fosse tratada de uma forma especial, valendo mais pontos, para atrair mais mídia para uma etapa aonde a probabilidade das ondas estarem boas seja maior? Na opinião do SkimBrasil o vídeo da UST de Cabo, “Cabo Clássico” pode ser visto como uma das melhores mídias do esporte, quase como o Bearded.
Hank: Nossa, essa é uma pergunta difícil. Tudo vai depender mesmo de quantos competidores teremos em cada etapa. Mas, se você usar o ano passado como base, tanto Cabo quanto Vilano tiveram mais ou menos a mesma quantidade de pros, então essa nova regra dos pontos não faria muita diferença. Eu consigo entender como as novas regras foram feitas para balancear uma a outra, e que essencialmente, quanto mais riders mais baterias você terá que passar para chegar na final e portanto mais difícil será o campeonato. O sistema premia quem ganha mais baterias. Ao mesmo tempo, eu não tenho certeza sobre o meu posicionamento sobre essa segunda mudança. Na verdade, eu tendo a pensar que todas as etapas deveriam valer o mesmo. Talvez o maior problema dessa nova regra é que ela não leva em consideração o nível dos riders. Falando hipoteticamente... e se você tiver uma situação aonde o campeonato tem 21 ou menos riders inscritos mas eles são os 21 primeiros do ranking do ano passado. Porque o vencedor dessa etapa recebe menos pontos?! Mesmo com 21 riders essa ainda é uma etapa muito difícil. Agora, e se você tiver uma etapa aonde os 21 primeiros do ranking do ano passado resolvem não ir, mas tem mais de 46 riders inscritos... porque o vencedor dessa etapa ganha quase 100 pontos a mais que o vencedor da primeira hipótese. Eu particularmente argumento que a primeira hipótese é uma etapa mais difícil que a segunda mesmo a primeira tendo menos baterias. Para mim isso não faz muito sentido, mas, eu não sou um dos envolvidos na organização. Por outro lado, essa hipótese é muito pouco provável. Imagino que grande parte dos pros continuarão participando de todos ou quase todos os eventos, deixando o sistema de pontuação sem muitas alterações.
O SkimBrasil gostaria de, mais uma vez, agradecer ao Hank pela entrevista e pela paciência.
Se você se escondeu dentro de uma caverna sem internet e muito longe de outros skimmers e ainda não viu o catalogo novo da Exile é só clicar aqui
Se você acha que você é muito melhor que o Bill Bryan, que você deixa o Paulo Prietto parecendo uma criança perdida em the Wedge e que o seus air drops são 2 vezes maiores que os do Brad Domke, você, provavelmente, nem precisou ver as regras novas do UST. Mas, se você quer entender melhor sobre o campeonato que da o título de melhor skimmer do ano é só clicar aqui
SkimBrasil: Antes de tudo, parabéns pelas novidades na linha de 2009! Pode-se realmente ver que vocês mudaram bastante coisas para 2009 e tudo parece muito style! Vamos começar com o modelo do Brad Domke. Quais são as principais diferenças dessa prancha para o modelo do Paulo Prietto? Qualquer um que pegar a prancha do Domke vai sair por aí acertando air drops enormes?!
Hank: O modelo do Domke foi desenvolvido em cima do modelo do Paulo. Ambas tem o mesmo shape, mas o modelo do Brad tem uma parte maior do rocker flat que um rocker hybrid normal, isso trás algumas vantagens do rocker traditional, mas sem que seja um situação tão estrema como uma prancha que tenha rocker traditional. Eu penso que é um ótimo meio do caminho entre o hybrid rocker e o traditional rocker. A gente não garante que vai ajudar você a mandar air drops, mas com certeza ajudará você a ter mais velocidade. Nós já vínhamos fazendo isso para o Brad há um tempo, ele gosta bastante para mares na Florida e na costa leste de uma forma geral. Outra diferença é que o modelo do Domke vem texturizado e o modelo do Paulo vem glossy. Claro que você pode comprar qualquer um dos modelos com o finish que você quiser.
SkimBrasil: Outra grande diferença para o ano passado são as artes. Agora vocês fazem artes no fundo da prancha e arte bastante complexas. Como que foi isso? O que vocês descobriram que não estão contando para ninguém?
Hank: Infelizmente, o que a gente consegue fazer de arte no parte de cima da prancha ainda é bem limitado comparando com o que podemos fazer em termos de arte no fundo da prancha. Tiveram três coisas que a gente teve que descobrir para poder oferecer arte no fundo da prancha.
Primeiramente nosso objetivo é fazer a prancha mais resistente para o peso da mesma. Qualquer um que já andou com as nossas pranchas sabe que elas são fortes e leves. Nossa primeira preocupação quando fazemos uma inovação é não fugir disso. Depois de dar marteladas no meu modelo de testes e propositalmente bater na pedras de Aliso em alta velocidade, eu posso garantir que as pranchas novas são tão resistente quanto antes. A minha prancha pesa 2.1Kg com os pads, então, não há nenhum aumento de peso significativo. Nossa segunda preocupação era fazer a arte do fundo da prancha algo em conta para os consumidores e para a própria Exile. Eu penso que para o preço da arte customizada, nós conseguimos isso. O terceiro objetivo era conseguir fazer artes melhores que as dos nossos competidores. Realmente distanciar a Exile nesse sentido.
Isso provavelmente envolve o gosto de cada um, mas eu estou muito satisfeito com os designs. Tomará que os nosso consumidores também estejam.
SkimBrasil: Esse ano vocês também tem uma linha de roupas e acessórios bem maior. Qual é o plano para o ano que vem?! Arrumar várias modelos para desfilar em uma passarela? Agora, sem brincadeiras, eu gostei bastante dos designs. Quem está fazendo eles?
Hank: Eu acho que a linha de roupas desse ano é a novidade mais legal. Eu penso que no passado dependia muito do gosto de cada um se você gostava das roupas da Exile ou não, mas esse ano nós temos algo para cada gosto. Isso sem falar que a qualidade dos materiais usados também está melhor esse ano, então, tudo é muito confortável de usar. Richard, um skimboarder da Holanda e o Grady desenvolveram os designs. Eu tenho que admitir que os dois fizeram um ótimo trabalho.
SkimBrasil: E o novo Bearded? Alguma idéia de quando que vai sair? Qualquer “inside info” sobre quem acertou que manobra ou sobre quem tem a primeira e a última parte é super bem vinda.
Hank: Da última vez que ouvi o próximo filme estará a venda antes do verão americano (no caso de vocês do inverno). Portanto imagino que o filme saia logo. Eu ouvi uns boatos que eu tenho a primeira parte e o Steve tem a última parte hahaha. Infelizmente para mim e para o Steve isso não é verdade. (Steve Taylor é o outro manager da loja da Exile). Para ser honesto eu não sei muito sobre o filme, e se eu soubesse também não estragaria a surpresa. Eu posso dizer que eu já vi uns pedaços e também tive o prazer de filmar algumas cenas, tenho certeza que será melhor que o primeiro. Posso garantir que tem altas ondas.
SkimBrasil: Todos sabemos que vocês estão sempre muito focados em inovar e aumentar a qualidade dos produtos. Tem alguma coisa que você possa andiantar para 2010?
Hank: Ainda é um pouco cedo para falar sobre 2010. Espero que a arte no fundo da prancha seja bem recebida esse ano e que possamos oferecer mais opções em 2010. Espero, também, que a gente consiga continuar expandindo a nossa linha de roupas e acessórios. Nós estamos sempre experimentando novas formas de fazer pranchas mais leves e resistentes então nunca se sabe se alguma coisa nova surgirá desses testes.
SkimBrasil: Vamos falar um pouco sobre a UST agora. Você poderia falar um pouco sobre como você ou o time da Exile pensam sobre as novas regras? A mudança para os 6 melhores resultados das 8 etapas para a formulação do ranking parece ser uma boa mudança para mim. (antes todas as 8 contavam). Mas, por outro lado, você acha que pode afetar a quantidade de atletas nas etapas da costa leste, aonde as ondas são conhecidas como não tão boas?
Hank: Eu estou bastante curioso para ver como essas mudanças afetarão a UST. No momento eu estou totalmente em cima do muro, eu prefiro esperar para ver o que vai acontecer antes de fazer qualquer julgamento. Eu consigo ver como isso poderia afetar negativamente algumas etapas, ao mesmo tempo eu não tenho tanta certeza se isso vai acontecer mesmo. A maioria dos atletas não acham que vai mudar muita coisa. Os pros estão meio que divididos meio a meio entre os que moram na costa oeste e os que moram na costa leste, eu penso que todos os top pros continuarão indo a todos os eventos, ou pelo menos grande parte deles. Por exemplo, um pro top da costa oeste como o Bill ou o Paulo pode pensar “ah eu não tenho porque ir até Vilano (na Florida), nos últimos anos as condições não estavam boas e eu tenho direito a descartar dois resultados” Mas, ao mesmo tempo tem o Brad Domke, o Stephen Bradford, o Corbin Dull e vários outros pros nascidos na costa leste que são capazes de ganhar qualquer torneio. Então você tem um cara desses pensando “ok, o Bill não vai, e tem bastante pros, então se eu ganhar essa etapa eu ainda ganho os mesmos 1000 pontos... Eu tenho uma boa chance e isso pode me colocar bem próximo do topo do ranking”. Eu penso que mentalmente é uma boa coisa e talvez torne a disputa ainda mais acirrada.
SkimBrasil: A nova regra sobre quanto vale cada etapa, baseada na quantidade de participantes, também parece bem justa. Mas, por outro lado, pode fazer a etapa de Cabo valer menos que uma etapa na costa leste, por exemplo. Você não acha que seria importante para a imagem do esporte se a etapa de Cabo fosse tratada de uma forma especial, valendo mais pontos, para atrair mais mídia para uma etapa aonde a probabilidade das ondas estarem boas seja maior? Na opinião do SkimBrasil o vídeo da UST de Cabo, “Cabo Clássico” pode ser visto como uma das melhores mídias do esporte, quase como o Bearded.
Hank: Nossa, essa é uma pergunta difícil. Tudo vai depender mesmo de quantos competidores teremos em cada etapa. Mas, se você usar o ano passado como base, tanto Cabo quanto Vilano tiveram mais ou menos a mesma quantidade de pros, então essa nova regra dos pontos não faria muita diferença. Eu consigo entender como as novas regras foram feitas para balancear uma a outra, e que essencialmente, quanto mais riders mais baterias você terá que passar para chegar na final e portanto mais difícil será o campeonato. O sistema premia quem ganha mais baterias. Ao mesmo tempo, eu não tenho certeza sobre o meu posicionamento sobre essa segunda mudança. Na verdade, eu tendo a pensar que todas as etapas deveriam valer o mesmo. Talvez o maior problema dessa nova regra é que ela não leva em consideração o nível dos riders. Falando hipoteticamente... e se você tiver uma situação aonde o campeonato tem 21 ou menos riders inscritos mas eles são os 21 primeiros do ranking do ano passado. Porque o vencedor dessa etapa recebe menos pontos?! Mesmo com 21 riders essa ainda é uma etapa muito difícil. Agora, e se você tiver uma etapa aonde os 21 primeiros do ranking do ano passado resolvem não ir, mas tem mais de 46 riders inscritos... porque o vencedor dessa etapa ganha quase 100 pontos a mais que o vencedor da primeira hipótese. Eu particularmente argumento que a primeira hipótese é uma etapa mais difícil que a segunda mesmo a primeira tendo menos baterias. Para mim isso não faz muito sentido, mas, eu não sou um dos envolvidos na organização. Por outro lado, essa hipótese é muito pouco provável. Imagino que grande parte dos pros continuarão participando de todos ou quase todos os eventos, deixando o sistema de pontuação sem muitas alterações.
O SkimBrasil gostaria de, mais uma vez, agradecer ao Hank pela entrevista e pela paciência.
Se você se escondeu dentro de uma caverna sem internet e muito longe de outros skimmers e ainda não viu o catalogo novo da Exile é só clicar aqui
Se você acha que você é muito melhor que o Bill Bryan, que você deixa o Paulo Prietto parecendo uma criança perdida em the Wedge e que o seus air drops são 2 vezes maiores que os do Brad Domke, você, provavelmente, nem precisou ver as regras novas do UST. Mas, se você quer entender melhor sobre o campeonato que da o título de melhor skimmer do ano é só clicar aqui
Exile 2009
21/01/09 21:11
SkimBrasil entrevista Hank Snapp da Exile e ajuda você a escolher sua próxima prancha!
20/11/08 18:55
Nosso amigo Hank Snapp, manager da
loja da Exile foi muito gentil e respondeu algumas perguntar
freqüentes sobre as diferentes pranchas e tamanhos da Exile. Apesar
das respostar serem direcionadas as pranchas da Exile, você pode
entender bastante das diferente opções existentes no mercado e
escolher a melhor opção de tamanho, espessura e shape mesmo que
você resolve comprar outra marca.
O texto é grande mas você deveria ler. O Hank revela várias curiosidades e com certeza muitas das suas perguntas sobre pranchas serão respondidas nesse texto.
Vamos as perguntas.
Hank: Meu nome é Hank Snapp. Sou um dos managers da loja da Exile Skimboards. Tenho 23 anos e moro em Laguna Beach. Tenho 5’11” e peso algo entre 165 e 175 lbs, isso é 1.80metros e uns 77 kg na medida brasileira. No momento estou usando uma prancha Pro shape (também conhecida como Paulo Prietto) medium/small (MS) de carbono com hybrid rocker. A prancha é uma 5/8 e é textured. Na verdade eu devo estar trocando de prancha daqui a pouco. Acho que vou trocar por uma Pro model 5/8 medium (M) de carbono textured.
2)Vamos falar um pouco das opções dentro da linha da Exile. A primeira opção é o shape. Qual são as principais diferenças entre o hybrid shape e o pro shape? Eu já escutei pessoas falando que acham o pro shape um pouco instável. Você acha que o hybrid shape talvez seja melhor para uma mar não tão lisinho e perfeito?
Hank: É verdade, existe bastante opções dentro da linha da Exile. Não acho que isso seja algo ruim. A diferença mais obvia entre o pro shape e o hybrid shape é o nose. O hybrid shape tem um nose maior e mais arredondado, enquanto o pro shape é mais fino e longo, especialmente em tamanhos maiores. No hybrid shape, o nose mais arredondado faz com que a prancha fique confortável na onda, você pode chamar isso de mais estável também se quiser. Eu gosto de dizer que o hybrid shape é menos exigente que o pro shape. Com um hybrid shape você pode cometer pequenos erros e a prancha e sua estabilidade podem não se afetar. Porque o nose da hybrid shape tem mais área que o da pro shape, você pode conseguir um pouco mais velocidade com o hybrid se você estiver skiando ondas frontais.
O pro shape foi desenhado para o skimmer conseguir ir rápido. É para aqueles skimmers que buscam acelerar na onda, especialmente indo down the line ou em um sider. O pro shape é realmente feito para skimmers mais experientes, eu mesmo, por exemplo, tenho problemas com a minha as vezes. O nose longo e fino faz a prancha andar rápido nas ondas, mas também não permite erros. Se você fizer alguma coisinha errada a prancha vai sentir, e você provavelmente vai cair.
Eu não acho que um shape seja melhor que o outro quando o mar está liso ou mexido, mas eu com certeza indicaria o hybrid para a maioria das pessoas.
Hank: Na minha opinião os tamanhos recomendados a partir do peso do skimmer no catálogo da Exile são bastante precisos. Se você seguir a tabela você provavelmente comprará o tamanho certo. Muitas pessoas compram pranchas menores porque pranchas menores são mais fáceis de virar e você sempre escuta alguém falando que os profissionais usam pranchas pequenas (não o tamanho small (S), apenas pranchas menores em geral). Ao mesmo tempo, as pessoas esquecem que pranchas pequenas não flutuam tanto e que a grande maioria das pessoas não são profissionais. A grande maioria dos skimmers poderiam sim usar pranchas maiores para ganharem um pouco mais de flutuação e velocidade.
É bem difícil fazer generalizações sobre que tipo de pranchas os skimmers deveriam usar em cada região. Na verdade a prancha depende muito do gosto do skimmer. Mas uma coisa eu posso afirmar, ninguém, ninguém mesmo skia Aliso, Wedge, West st ou Sununga on fire todo dia. Nem mesmo perto de freqüentemente. Quando você for comprar uma prancha você deve lembrar que muito dos seus dias skiando serão em ondas não tão boas. Provavelmente todo mundo sentiria mais prazer skiando em um dia de ondas não tão boas com uma prancha um pouco maior.
Ao mesmo tempo, se você é realmente um skimmer muito bom e consegue correr bastante, talvez você não precise de uma prancha maior. Eu vejo a escolha de uma prancha com um exercício de dar um passo para trás e pensar sobre o seu nível no skimboard, seja honesto como você mesmo. Depois, pense nas ondas que você skia diariamente.
Hank: Nossa... essa é uma pergunta difícil. Vamos começar pela parte fácil. Pranchas ¾ são realmente muito populares. Eu diria que atualmente a Exile vende tantas pranchas ¾ quanto vende 5/8, talvez nós vendemos até um pouco mais de 3/4, na verdade. Minha opinião sobre esse assunto volta para a questão anterior. A grande maioria dos skimmers precisam de pranchas um pouco maiores, seja no tamanho ou na espessura. Na pratica você conseguirá ir tão longe com uma médium/small ¾” quanto você iria com uma medium 5/8”. Claro que você vai sentir diferenças entre as duas pranchas e nós voltamos a questão da preferência. Pessoalmente, eu já usei várias pranchas diferentes. Nunca consegui me adaptar com uma prancha ¾”. Eu gosto mesmo é de pranchas 5/8”. Mas eu conheço pessoas que falam exatamente a mesma coisa sobre pranchas ¾”. Eu acho que tem muito a ver com o que você está acostumado.
Eu penso que em geral não há prejuízos em ter uma prancha um pouco maior, seja no tamanho ou na espessura ou em ambos. As ondas podem estar pequenas, sem força, você pode engordar um pouco ou crescer, você pode achar que você é melhor do que você realmente é... Existem várias razões para comprar uma prancha um pouco maior. Eu outras palavras, eu prefiro ter uma prancha um pouco maior e poder pegar as ondas lá longe com mais facilidade do que ter uma prancha menor e ter muita dificuldade de chegar nas ondas que eu gostaria.
Minha experiência trabalhando na Exile me mostrou que se o skimmer pode pagar o preço da prancha de carbono ele não escolhe uma prancha de e-glass ou de s-glass porque ele acha a prancha de carbono dura demais. Por outro lado, skimmers mais novos e leves talvez não sintam tanta diferença entre uma prancha de carbono, e-glass ou s-glass. Na verdade, a única pessoa que eu conheço que skia com uma prancha s-glass porque gosta mais é o George Bryan. Ele usa uma prancha muito louca, com um shape e rocker bem diferentes. Isso é o que funciona para ele. Ele manda muito bem, melhor que muita gente. Mas, eu não acho que a prancha que ele usa funcionaria para a maioria dos skimmers.
6) Os surfistas profissionais viajam com várias pranchas de tamanhos diferentes. Muitos snowboarders também tem pranchas diferentes para diferentes situações. Isso acontece também com os atletas profissionais do time da Exile? Ainda nesse tópico, você poderia nos dizer as pranchas que os skimmers do time da Exile usam?!
Hank: Sabe, você provavelmente vai achar isso surpreendente, mas a grande parte dos atletas do time tem apenas uma ou duas pranchas. Não é porque a Exile não deixa ele pegarem mais pranchas. Eu penso que é apenas porque skimboard é bem diferente dos outros esportes de prancha nesse sentido. Na maioria das vezes quando vamos viajar ou participar de campeonatos todo os profissionais tem apenas uma ou duas pranchas na capa. No skimboard você não precisa de uma monte de pranchas diferentes para skiar condições diferentes. Talvez dois tamanhos diferentes ou 2 espessuras diferentes no máximo.
Sobre os skimmers do time da Exile... é bem simples. Tirando o Drew Peace e a Shonna Cobb todos os outros usam o pro shape. Todos tem pranchas textured. Entre eu e todos vocês, comprar uma prancha glossy é o maior erro que você pode fazer. A prancha textured deixa a prancha mais leve e mais resistente, e se você está gastando uma grana para comprar uma prancha boa porque você sacrificaria atributos tão importantes só porque os decks grudam muito mais fácil na prancha glossy?! Deixe de frescura, compre lixa e lixe a parte onde você colocará os decks por 90 segundos e pronto. O time da Exile é enorme então eu não vou falar todos mas aqui vão alguns.
O Paulo usa uma Small e uma Medium small 5/8”
O Brad usa uma medium 5/8 quase sempre mas ele também tem uma medium small
O Sammy também uma uma small 5/8
Tommy D, Brandon Sears e o Harley usam small ¾”
Grady, Woody, Jake e Noggie usam extra small (XS) ¾”
Mas como eu disse antes, você, que está lendo isso, provavelmente vai querer uma prancha um pouco maior. Essa galera corre muito rápido e já skia há um bom tempo.
Desculpa pelo longo texto, espero que tenha ajudado e espero poder visitar vocês em um futuro próximo! Obrigado Brasil!
O SkimBrasil gostaria de agradecer muito ao Hank Snapp por essa entrevista e por todo o apoio!
Como se não fosse o suficiente o Hank ainda mandou uma seqüência "pequena" dele em the wedge...



Fotos: Mikal Calvino
O texto é grande mas você deveria ler. O Hank revela várias curiosidades e com certeza muitas das suas perguntas sobre pranchas serão respondidas nesse texto.
Vamos as perguntas.
Hank: Meu nome é Hank Snapp. Sou um dos managers da loja da Exile Skimboards. Tenho 23 anos e moro em Laguna Beach. Tenho 5’11” e peso algo entre 165 e 175 lbs, isso é 1.80metros e uns 77 kg na medida brasileira. No momento estou usando uma prancha Pro shape (também conhecida como Paulo Prietto) medium/small (MS) de carbono com hybrid rocker. A prancha é uma 5/8 e é textured. Na verdade eu devo estar trocando de prancha daqui a pouco. Acho que vou trocar por uma Pro model 5/8 medium (M) de carbono textured.
2)Vamos falar um pouco das opções dentro da linha da Exile. A primeira opção é o shape. Qual são as principais diferenças entre o hybrid shape e o pro shape? Eu já escutei pessoas falando que acham o pro shape um pouco instável. Você acha que o hybrid shape talvez seja melhor para uma mar não tão lisinho e perfeito?
Hank: É verdade, existe bastante opções dentro da linha da Exile. Não acho que isso seja algo ruim. A diferença mais obvia entre o pro shape e o hybrid shape é o nose. O hybrid shape tem um nose maior e mais arredondado, enquanto o pro shape é mais fino e longo, especialmente em tamanhos maiores. No hybrid shape, o nose mais arredondado faz com que a prancha fique confortável na onda, você pode chamar isso de mais estável também se quiser. Eu gosto de dizer que o hybrid shape é menos exigente que o pro shape. Com um hybrid shape você pode cometer pequenos erros e a prancha e sua estabilidade podem não se afetar. Porque o nose da hybrid shape tem mais área que o da pro shape, você pode conseguir um pouco mais velocidade com o hybrid se você estiver skiando ondas frontais.
O pro shape foi desenhado para o skimmer conseguir ir rápido. É para aqueles skimmers que buscam acelerar na onda, especialmente indo down the line ou em um sider. O pro shape é realmente feito para skimmers mais experientes, eu mesmo, por exemplo, tenho problemas com a minha as vezes. O nose longo e fino faz a prancha andar rápido nas ondas, mas também não permite erros. Se você fizer alguma coisinha errada a prancha vai sentir, e você provavelmente vai cair.
Eu não acho que um shape seja melhor que o outro quando o mar está liso ou mexido, mas eu com certeza indicaria o hybrid para a maioria das pessoas.
Hank: Na minha opinião os tamanhos recomendados a partir do peso do skimmer no catálogo da Exile são bastante precisos. Se você seguir a tabela você provavelmente comprará o tamanho certo. Muitas pessoas compram pranchas menores porque pranchas menores são mais fáceis de virar e você sempre escuta alguém falando que os profissionais usam pranchas pequenas (não o tamanho small (S), apenas pranchas menores em geral). Ao mesmo tempo, as pessoas esquecem que pranchas pequenas não flutuam tanto e que a grande maioria das pessoas não são profissionais. A grande maioria dos skimmers poderiam sim usar pranchas maiores para ganharem um pouco mais de flutuação e velocidade.
É bem difícil fazer generalizações sobre que tipo de pranchas os skimmers deveriam usar em cada região. Na verdade a prancha depende muito do gosto do skimmer. Mas uma coisa eu posso afirmar, ninguém, ninguém mesmo skia Aliso, Wedge, West st ou Sununga on fire todo dia. Nem mesmo perto de freqüentemente. Quando você for comprar uma prancha você deve lembrar que muito dos seus dias skiando serão em ondas não tão boas. Provavelmente todo mundo sentiria mais prazer skiando em um dia de ondas não tão boas com uma prancha um pouco maior.
Ao mesmo tempo, se você é realmente um skimmer muito bom e consegue correr bastante, talvez você não precise de uma prancha maior. Eu vejo a escolha de uma prancha com um exercício de dar um passo para trás e pensar sobre o seu nível no skimboard, seja honesto como você mesmo. Depois, pense nas ondas que você skia diariamente.
Hank: Nossa... essa é uma pergunta difícil. Vamos começar pela parte fácil. Pranchas ¾ são realmente muito populares. Eu diria que atualmente a Exile vende tantas pranchas ¾ quanto vende 5/8, talvez nós vendemos até um pouco mais de 3/4, na verdade. Minha opinião sobre esse assunto volta para a questão anterior. A grande maioria dos skimmers precisam de pranchas um pouco maiores, seja no tamanho ou na espessura. Na pratica você conseguirá ir tão longe com uma médium/small ¾” quanto você iria com uma medium 5/8”. Claro que você vai sentir diferenças entre as duas pranchas e nós voltamos a questão da preferência. Pessoalmente, eu já usei várias pranchas diferentes. Nunca consegui me adaptar com uma prancha ¾”. Eu gosto mesmo é de pranchas 5/8”. Mas eu conheço pessoas que falam exatamente a mesma coisa sobre pranchas ¾”. Eu acho que tem muito a ver com o que você está acostumado.
Eu penso que em geral não há prejuízos em ter uma prancha um pouco maior, seja no tamanho ou na espessura ou em ambos. As ondas podem estar pequenas, sem força, você pode engordar um pouco ou crescer, você pode achar que você é melhor do que você realmente é... Existem várias razões para comprar uma prancha um pouco maior. Eu outras palavras, eu prefiro ter uma prancha um pouco maior e poder pegar as ondas lá longe com mais facilidade do que ter uma prancha menor e ter muita dificuldade de chegar nas ondas que eu gostaria.
Minha experiência trabalhando na Exile me mostrou que se o skimmer pode pagar o preço da prancha de carbono ele não escolhe uma prancha de e-glass ou de s-glass porque ele acha a prancha de carbono dura demais. Por outro lado, skimmers mais novos e leves talvez não sintam tanta diferença entre uma prancha de carbono, e-glass ou s-glass. Na verdade, a única pessoa que eu conheço que skia com uma prancha s-glass porque gosta mais é o George Bryan. Ele usa uma prancha muito louca, com um shape e rocker bem diferentes. Isso é o que funciona para ele. Ele manda muito bem, melhor que muita gente. Mas, eu não acho que a prancha que ele usa funcionaria para a maioria dos skimmers.
6) Os surfistas profissionais viajam com várias pranchas de tamanhos diferentes. Muitos snowboarders também tem pranchas diferentes para diferentes situações. Isso acontece também com os atletas profissionais do time da Exile? Ainda nesse tópico, você poderia nos dizer as pranchas que os skimmers do time da Exile usam?!
Hank: Sabe, você provavelmente vai achar isso surpreendente, mas a grande parte dos atletas do time tem apenas uma ou duas pranchas. Não é porque a Exile não deixa ele pegarem mais pranchas. Eu penso que é apenas porque skimboard é bem diferente dos outros esportes de prancha nesse sentido. Na maioria das vezes quando vamos viajar ou participar de campeonatos todo os profissionais tem apenas uma ou duas pranchas na capa. No skimboard você não precisa de uma monte de pranchas diferentes para skiar condições diferentes. Talvez dois tamanhos diferentes ou 2 espessuras diferentes no máximo.
Sobre os skimmers do time da Exile... é bem simples. Tirando o Drew Peace e a Shonna Cobb todos os outros usam o pro shape. Todos tem pranchas textured. Entre eu e todos vocês, comprar uma prancha glossy é o maior erro que você pode fazer. A prancha textured deixa a prancha mais leve e mais resistente, e se você está gastando uma grana para comprar uma prancha boa porque você sacrificaria atributos tão importantes só porque os decks grudam muito mais fácil na prancha glossy?! Deixe de frescura, compre lixa e lixe a parte onde você colocará os decks por 90 segundos e pronto. O time da Exile é enorme então eu não vou falar todos mas aqui vão alguns.
O Paulo usa uma Small e uma Medium small 5/8”
O Brad usa uma medium 5/8 quase sempre mas ele também tem uma medium small
O Sammy também uma uma small 5/8
Tommy D, Brandon Sears e o Harley usam small ¾”
Grady, Woody, Jake e Noggie usam extra small (XS) ¾”
Mas como eu disse antes, você, que está lendo isso, provavelmente vai querer uma prancha um pouco maior. Essa galera corre muito rápido e já skia há um bom tempo.
Desculpa pelo longo texto, espero que tenha ajudado e espero poder visitar vocês em um futuro próximo! Obrigado Brasil!
O SkimBrasil gostaria de agradecer muito ao Hank Snapp por essa entrevista e por todo o apoio!
Como se não fosse o suficiente o Hank ainda mandou uma seqüência "pequena" dele em the wedge...



Fotos: Mikal Calvino
