Foreverskim 35 :: The Brazil Kids interview

Para você não ter que ler em inglês, aqui vai a cópia em português...
1) Skimboard não é algo exatamente popular no Brasil. Como vocês começaram?! vocês já se conheciam?!
Guilherme Vaz
Eu vi uns meninos andando aqui no Leblon uma vez e resolvi tentar, então quando eu fui visitar a minha mãe em Miami eu comprei minha primeira prancha,literalmente, uma tabua de madeira e com ela eu fui skiar em Deefield Beach em Miami...isso foi na 5 serie, eu só conheci eles na 6 serie eu tinha 11 anos e conheci eles com 13 (7 série na verdade)
Lucas "Caco" Gomes
Eu comecei quando fui à praia com Matheus Chiabi e ele já praticava o skimboard há algum tempo,eu pedi pra usar a prancha dele e até hoje nunca parei.
Eu não conhecia muito bem o Hantaro,mas o Matheus já. eu tinha 13 anos
Matheus Chiabi
O meu irmão Lucas Chiabi comprou uma prancha de madeira e um dia eu fui pra praia com ele e aprendi a ficar em pé. Daí em diante eu nunca mais parei... Ah! E fui eu que ensinei o Caco a skiar !
2) Vocês vivem comem e dormem skimboard. Como que vocês se mantêm tão empolgados com o esporte?
Lucas "Caco" Gomes
Bom,pra mim e para o Matheus isso começou no meu primeiro dia.Ficamos tão empolgados que começamos a marcar vários dias para ir a praia,e cada um foi se ajudando e dando dicas.
Guilherme Vaz
Quando eu comprei Bearded (name drop) e comecei a tentar as manobras que eu tinha visto...então comecei a ver todos os vídeos possíveis e tentar melhorar as minhas manobras
Matheus Chiabi
No início eu gostava mais de futebol do que de skim mas o tempo foi passando e eu comecei a gostar cada vez mais de skim. Hoje eu me amarro em ver vídeos de skim e de ver notícias e fotos na Internet, sempre procurando algo para postar no Zona Skim.
3) vocês skiam qualquer coisa! eu acho que um dia eu vou acordar e vocês vão falar que está on fire na lagoa... falem um pouco sobre skiar em mares ruins e o mar de treino...
Guilherme Vaz
Maré ruins e/ou de treino são bons que você tenta as manobras mais malucas, difíceis de todas que se você cair você não perde um tubo overhead
Lucas "Caco" Gomes
nosso grupo (zonaskim) sempre procurou estar junto,skiando ou não. Ir skiar para nos tem um sentido,nos divertimos muitos,o mar estando bom ou ruim. Eu particularmente acho que um bom skimboarder skia em qualquer tiro de mar ,seja em 10 ft wedge ou em 2 ft florida.
Matheus Chiabi
Skiar é sempre divertido independente das condições. As vezes é legal treinar umas tech tricks quando o mar ta ruim... Pra mim, acertar um 360 shoveit antes ou depois do wrap é tão manero quanto pegar um tubo simples... Mas também rola aquela coisa de " Ah, já que eu estou aqui na praia vou skiar mesmo com o mar ruim, foda-se vamos nos divertir! Sem falar que eu não sei surfar nem andar de skate direito então não tem essa de se está ruim pra skim vamos surfar ou andar de skate.
4) vocês já skiam há bastante tempo... falem um pouco da cena de skimboard no Rio de Janeiro e como ela evoluiu na visão de vocês...
Lucas "Caco" Gomes
Hum...quando eu comecei tinham menos skimboarders bons,hoje em dia esse numero esta constantemente crescendo e o Brasil deve se tornar uma potencia no skimboard no futuro.
Matheus Chiabi
Acho que o crescimento do skimboard no Rio de Janeiro não foi tão grande assim...o número de praticantes não aumentou tanto, mas em compensação o nível dos skimmers melhorou bastante. Até hoje o nosso estado não tem uma associação de skimboard! Mas em compensação outros Estados se desenvolveram bastante, um crescimento exponencial comparado ao do Rio.
Guilherme Vaz
Antigamente, bem no começo quando eu comecei skiar não tinha ninguém para skiar comigo...ninguém mesmo !! Eu perdi a conta de quantas vezes e peguei mares on fire sozinho ! Depois quando começou a aparecer eu conhecia todos os skimmers que iam aqui no Leblon mas agora que o skimboard esta crescendo eu vejo moleques de 11/12 anos skiando e mandando bem
5) vocês são “media whores” (ele ficam mesmo dando refresh no skimonline de 10 em 10 segundos!) total. qual é a importância dos filmes, fotos e message boards para vocês?!
Guilherme Vaz
hhahahaa “media whores”
Fotos e filmes são uma das coisas que me inspiram em tentar novas manobras, e o message boards...é a minha vida
Lucas "Caco" Gomes
Pra mim a internet é o meio de comunicação do skimboard. As fotos e vídeos mostram aos outros o que você faz e o message boards (hey SOMB) é o melhor meio de divulgação do skimboard.
Matheus Chiabi
Eu acho muito manero esse lance de fotos e vídeos. O Brasil nunca seria reconhecido como é hoje sem as fotos de Sununga na Forever e talvez os nossos vídeos. O SOMB é muito legal porque você interage com pessoas do mundo inteiro porque sempre tem vídeos, fotos, noticias e coisas engraçadas.
6)vocês tem bastante exposição por causa do skimbrasil. Como é isso?! Vocês diriam que é uma motivação para andar cada vez melhor?!
Matheus Chiabi
Eu não diria que isso é o que me motiva a skiar cada vez melhor, na verdade são os filmes de skim que me motivam mais.
Além disso é sempre legal ver uma foto manera sua que aí você pode por no Orkut e mostrar pros seus amigos que ficam te zoando falando que skimboard é surf de areia.
Lucas "Caco" Gomes
Pra mim,alem do skimbrasil ser o melhor site de skimboard do Brasil(pela saco),ele me motiva a andar cada vez melhor para ser um skimboarder reconhecido,nunca esquecendo da diversão.
Guilherme Vaz
Isso é ótimo! Ser reconhecido é sempre bom, quando alguém vem e fala que tal minimovie ou manobra ficou irada sempre me motiva a fazer de novo ou melhor
7) como é ter um site, ser referência do esporte no Brasil e editar vídeos para a foreverskim com apenas 15 anos?!
Lucas "Caco" Gomes
É o sonho de qualquer skimboarder mirim , sinto que todo o esforço que fiz "treinando" valeu a pena.
Matheus Chiabi
Eu não me vejo entre os top dos top skimboarders brasileiros, acho que tem pessoas que mandam bem mais do que eu, mas, que, infelizmente, nunca aparecem em fotos e vídeos e isso acaba fazendo com que pareça que nós três sejamos as únicas pessoas que skiam aqui, ou seja , ser referencia do esporte já que fazemos vários vídeos e tal. Você não precisa ser grande para fazer algo manero por um esporte ou por qualquer outra coisa, basta se dedicar.
Guilherme Vaz
É irado ser uma referencia nacional do esporte, ainda mais com 15 anos, a idade da maioria dos skimmers
8) Falem um pouco sobre como os filmes são feitos e sobre o site também...
Matheus Chiabi
geralmente nos finais de semana nós sempre procuramos fazer sessions para filmar. E nós fazemos um rodízio de filmagem, do tipo... cada um filma 20 minutos e é assim que conseguimos filmagens. Depois disso nós separamos as top waves para O Brazil kids e as leftover para os minimovies. E sempre que dá nos ( principalmente o Hantaro) procuramos musicas maneras para por nos vídeos
9) nesses últimos tempos a minha casa virou um albergue... contem um pouco de como foi skiar com o Adam e o Nick...
Matheus Chiabi
Eles são muito maneros! E também foi legal ouvir algumas coisas sobre o skimboard nos Estados Unidos, algumas curiosidades sobre os Pros e sobre os picos que não sabíamos antes.
Lucas "Caco" Gomes
Adam é um skimmer muito experiente pelo que eu vi, e o Nick tem um estilo muito "cool" , conhecer eles e praticar nosso inglês foi muito maneiro !
Matheus Chiabi
E o Adam quebrou geral na lateral da Macumba !
Guilherme Vaz
A gente só fez duas sessions com o Adam, mas foi boa, ele é easy-going, bem quieto e que adora o meu cachorro assim como o Nick, mas a gente passou mais tempo com Nick, e ele é bem irado, e adora esfirras ! Isnt that right, maria...
10) acho que a pergunta que todo mundo quer saber vocês realmente são tão malas na vida real quanto no skimonline?!
Guilherme Vaz
sim
todo mundo só fala sim !
Matheus Chiabi
O Hantaro é igualzinho! Reclama de qualquer coisa! Sem falar que ele não sabe lavar louça... E pô, fala sério a gente não é tão mala assim, tem uns caras lá que são bem mais que a gente hahaha. O Corey Ryan só posta uns vídeos malucos e sem falar que eu não entendo nada que ele fala. O Indy também reclama bastante e o Rapzz adora postar umas fotos todas tortas hahaha.
Lucas "Caco" Gomes
i'm as cool as i am on somb (joking,i'm a fucking nerd,tell ‘em Hant)
11) e quando q vocês vão parar de encher o meu saco e ir para a Califórnia encher o saco dos pros?!
Guilherme Vaz
Talvez ano que vem
Lucas "Caco" Gomes
whenever my mommy lets me.
Matheus Chiabi
Eu quase fui esse ano, só não fui porque o viado do Morgan Blunder falou que Laguna em Julho é ruim e que era pra eu ir em Janeiro, mas depois me falaram que em Janeiro é muito frio lá! Espero ir o mais rápido possível.... talvez ano q vem
12) vocês 3 fizeram a final de um campeonato que rolou por aqui há pouco tempo... o q vocês acham de campeonatos e vocês pretendem ir para os EUA ou para Cabo participar de um evento por lá?!
Matheus Chiabi
Só de ir skiar nos EUA deve ser muito foda... ir pra um campeonato então deve ser melhor ainda!!!
Guilherme Vaz
Claro! Acho que todo skimmer brasileiro sonha em participar de algum evento da UST, principalmente o VIC, pois eles são muito bem organizados, com as melhores premiações, e com filmmakers boladões
Lucas "Caco" Gomes
Eu particularmente gosto de campeonatos porque sou competitivo , e definitely vou para um campeonato quando for pros EUA ou Cabo !
13) Sununga ficou bem famoso depois da capa da Foreverskim. O que vocês acham de skiar lá?
Matheus Chiabi
Infelizmente a gente não mora muito perto de Sununga então só da pra ir pra lá nas ferias ou em um feriado. das 4 vezes que fui lá só uma vez tava bom e eu pegue umas ondas bem maneras. Não vejo a hora de tirar carteira de motorista para poder ir pra lá quando eu quiser sem ficar dependendo dos meus pais!
Lucas "Caco" Gomes
Para mim, Sununga é o sider mais manero do Brasil. Infelizmente, eu não fui para lá muito vezes porque eu moro no Rio e são 6 horas de viagem.
Guilherme Vaz
Sununga é um lugar mágico, toda vez que a gente faz 6 horas de viagem do rio a sununga, sempre são 6 horas de nervosismo, e empolgação...Mas quando chega lá, as 6 horas não são nada comparado as siders e as conexões.
14) how sick is foreverskim?!
Lucas "Caco" Gomes
Thats like the same as asking me How steezy is Steve Taylor...
Guilherme Vaz
Sicker than balls
para de pelar o saco caco
Matheus Chiabi
A forever sem dúvida é a melhor revista! Não tem palavras para
descrever. Adoro quando chego em casa, almoço, ligo o pc, entro no
somb e vejo aquele tópico " Forever Skim Issue :: Out Now ! by
Derek Makekau "
15) querem falar mais alguma coisa??
Guilherme Vaz
And Dtrick, watch out...we are gonna hunt you down
Matheus Chiabi
Só pra avisar que não vai ter Brazil Kids 4 porque infelizmente não
conseguimos muitas filmagens boas nos últimos dois meses porque as
ondas não andaram muito boas por aqui. Mas infelizmente minha
câmera estragou e não sei quanto tempo ela vai ficar no concerto (
pode demorar algumas semanas ou ate meses ). Mas é isso aí valeu
Forever !!!
Guilherme Vaz
SOMB4lyfe
Aguardem! Ainda temos algumas entrevistas e muitas fotos! Best of
de Itacoatiara, Best of da session no Sossego, as fotos da Session
que rolou na Macumba com o Nick Sepe e Piratininga!
Foreverskim
Infelizmente nossos estudos/trabalhos e outros compromissos não nos permitiram fazer uma session digna de Foreverskim esses últimos dois meses. Mas, a galera da praia da Macumba tem uma matéria na revista!

Brazil Channel
Foreverskim Mag :: California Motion :: Por Jaleesa Koevoet
A versão em inglês saiu na edição 32 da revista e pode ser encontrada a partir da página 88. O artigo em inglês está muito bem escrito, faz você querer vender tudo e comprar uma passagem para Califórnia assim que você termina de ler a última linha. Espero que a versão em português não tenha perdido tanto assim e vocês fiquem querendo ir para Solag que nem eu fiquei quando li o artigo na Foreverskim.
Califórnia Motion :: Uma historia sobre a minha primeira vez nos Estados Unidos :: por Jaleesa Koevoet
A primeira coisa que eu aprendi sobre a Califórnia é que tudo tem um ritmo próprio. Tudo parece acontecer em câmera lenta. Eu descobri esse fenômeno no momento que meu avião pousou. Demorou horas para passar pela imigração americana, depois eu tive que esperar que alguém fosse me pegar no aeroporto e, ainda por cima, tive que esperar horas pela pessoa que dividia o apartamento comigo, sem falar no jetlag. Eu não entedia muito bem porque tudo demorava tanto, era frustrante.
Antes de começar a falar sobre o quanto eu amo a Califórnia, eu gostaria de falar um pouco sobre mim mesma e sobre o meu país. Meu nome é Jaleesa, mas como ninguém consegue pronunciar isso pode me chamar de Jaleez, Dutch (inglês para Holandesa) ou Jay e eu estou estudando em San Marcos durante esse semestre. Eu tenho 18 anos e nasci na Holanda, mas não moro em Amsterdam; na verdade eu nem gosto de Amsterdam.
Nós temos praias na Holanda, mas não temos ondas, portanto eu acho que as ondas das Florida são épicas. Maconha é legal na Holanda, mas eu nunca fumei na minha vida e não tenho planos de fumar. Acho que eu falo inglês fluentemente, mas eu tenho a tendência de usar muitas gírias de internet. No meu mundo tudo é FTW (internetês para For The Win, algo como "o melhor") ou epic fail (algo como "falha épica" ou "mandou muito mal"). Na minha experiência, novatos sem noção podem falar com você enquanto você está de bobeira no sofá. Agora, que eu estou realmente pensando a respeito, isso provavelmente faz de mim uma nerd – ou alguém que gasta muito tempo no fórum do Skimonline.
De qualquer forma, como uma holandesa, a gente corre o tempo inteiro na vida, nós odiamos esperar, não temos paciência para filas, não falamos com estranhos e queremos que tudo seja feito rápido, para ontem e barato! Ainda por cima nos temos a tendência de ficar estressados facilmente.
Eu lembro da primeira vez que o Steve Taylor me deu uma carona para casa, do aeroporto até Laguna. Eu vi crianças andando pela cidade com pranchas de skimboard e fiquei maravilhada. Com olhos bem abertos e de queixo caído eu ficava olhando pela janela do carro não entendendo muito bem o que estava acontecendo. Tinham grupos de crianças andando pela rua com skimboards, uma visão que eu nunca tinha visto. Uma outra coisa que me impressionou é que havia palmeiras em todo lugar! A última palmeira que eu lembro ter visto foi no zoológico e era de plástico.
Eu acho que foi nessa hora que eu me dei conta que eu teria a melhor experiência da minha vida. Inacreditavelmente as coisas ficaram ainda mais estranhas, tinham placas sinalizando aonde se podia skiar e aonde era permitido nadar em Aliso! Eu me lembrei dos dias na Holanda em que tínhamos ondas de 30 centímetros, que é bom para nós, e não podíamos skiar porque tinha muita gente na água.
Um amigo meu me levou para 10th Street; Eu fiquei totalmente chocada. Ele olhou para mim e perguntou porque eu não estava skiando, eu tive dificuldades para inventar uma desculpa sobre como eu não sabia como fazer um one step nessa praia super íngreme, eu admito que isso não é exatamente um mentira. Mas, na verdade, eu estava com medo; com muito medo e totalmente intimidada com o nível de skimboard que eu estava presenciando. Eu acho que as pessoas conseguiam perceber isso pela minha cara. As ondas eram enormes e todo mundo encarava a situação como se fosse outro dia qualquer. Tudo que eu pude fazer foi ficar olhando os pros destruindo na lateral, e tentar capturar o que estava acontecendo em fotos.
Enquanto eu estava tentando me acostumar com o tamanho das ondas eu descobri uma coisa estranha sobre a Califórnia, todo mundo é constantemente gentil e educado. No começo, eu me sentia estranha. Um dia eu estava comprando um café na Starbucks e a menina da caixa me perguntou como eu estava. Eu olhei para ela sem entender o que estava acontecendo ou o que falar. Lembra que na Holanda as pessoas sempre querem as coisas rápidas, sem esperas ou conversas com estranhos. Eu comecei a me sentir desconfortável, mexendo no meu cabelo e olhando para os meus pés. Eu tinha que falar alguma coisa, então eu falei que estava ótima e perguntei como ela estava. Ela me perguntou se eu tinha um cartão de fidelidade e eu me senti ainda mais constrangida porque tive que falar que não tinha. Atrás de mim tinham pessoas esperando e eu não queria fazer elas esperarem mais, então, eu dei um jeito de terminar a conversa e sair dali.
De acordo com os meus amigos americanos eu tenho um sotaque estranho e melódico que faz parecer que eu estou cantando o tempo inteiro. Foi provavelmente por isso que a menina da caixa da Starbucks perguntou de onde eu era. Eu falei que era da Holanda. Só depois que eu fui me tocar que ela e a pessoa que estava atrás de mim na fila me prenderam em uma conversa. Ninguém da fila parecia se importar em ter que esperar, muito pelo contrário, muitas pessoas da fila já tinham ido para a Europa e resolveram entrar na conversa e falar o que achavam do meu continente.
Depois dessas experiências maravilhosas e diferentes na praia e em lojas, eu também tive a oportunidades maravilhosas. Eu pude ir para Santa Cruz para ver o campeonato na UST e passei o final de semana em uma cabana muito maneira no meio do nada. Eu vim para a Califórnia para estudar, mas, agora, estudar ficou em segundo plano depois de me divertir e aproveitar a vida nos EUA.
Skimboarding é diferente aqui, não é como skimboarding na Holanda. Aqui em Solag, (uma contração de Southern Laguna) skimboarding é como um estilo de vida. Muitas coisas giram entorno de skimboard. Eu estudo na praia e as vezes eu levando a cabeça e vejo pessoas destruindo nas ondas de Aliso ou 10th. Eu ando pela cidade e vejo adesivos relacionados com skimboard em todos os lugares, até em latas de lixo. Eu conheci muitas pessoas do fórum do Skimonline que não tem nada a ver com as fotos que eles usam no profile. Eu também amo que todo mundo parece estar de bobeira na praia a todo minuto, todo dia. Skimmer ligam uns para os outros quando as ondas estão boas e, de repente, todo mundo está na praia se divertindo.
Esse lance que todo mundo faz o que realmente quer é maravilhoso. Muitas pessoas criativas descobriram um jeito próprio de viver a vida do que jeito que elas querem. Algumas ainda acharam um jeito de fazer dinheiro, o que é muito legal! Com esse tipo de suporte financeiro os profissionais podem continuar andando de skimboard, se tornarem ainda melhores e poder viver do esporte. Como o Jason Wilson e Paulo Prietto com as aulas de skimboard; isso é muito irado, eles conseguem ganhar dinheiro e ainda ensinam as crianças a se tornarem melhore skimmers.
Agora eu me dei conta que pode estar parecendo que na Califórnia os skimmers não vão para aula, não trabalham e não ligam para nada alem de ir para a praia o dia todo. Mas, não é bem assim, todo mundo trabalha muito, estuda, mas, ainda dá um jeito de se divertir. Eles vivem a vida do jeito que eles querem. Ninguém parece se estressar com bobeiras do jeito que eu me estresso.
Eu tenho certeza que eu nunca skiarei bem o suficiente para viver de ir a praia e ensinar crianças a skiar. Mas, essa situação toda me fez perceber que eu preciso ser mais californiana e realmente fazer as coisas que eu quero. Isso significa que eu preciso me esforçar mais no skimboard e na faculdade e todas as coisas de pessoas adultas para conseguir os meus objetivos. Assim como muita gente aqui na Califórnia.
Eu lembro de ficar sentada no avião por 11 horas para chegar aqui, naquela poltrona apertada e assistindo filmes a caminho de uma país desconhecido, com hábitos desconhecidos e pessoas que nunca havia conhecido pessoalmente, deixando meus amigos na Holanda para trás e me perguntado o que eu estava fazendo. Depois de umas 5 horas de vôo eu comecei a ficar realmente preocupada, mas, de alguma forma tudo deu muito certo e tudo é tão maravilhoso. Eu tenho que confessar que as coisas que mais me frustravam no começo mudaram a minha vida, não demorou muito para eu perceber que o estilo de vida californiano é o estilo de vida que todas as pessoas deveriam ter: na praia e em câmera lenta com os seus objetivos na cabeça.
Claro que eu ainda não descobri tudo sobre o estilo de vida californiano e ainda tenho muito a aprender. Entretanto, acho que aprendi o principio básico, e é algo que eu pretendo levar para a Holanda comigo. Como as pessoas por aqui diriam: relaxa... apenas relaxe...
O SkimBrasil gostaria de agradecer a todos da Foreverskim, principalmente o Derek e a Jaleesa por permitirem que a gente publicasse o artigo aqui.
Se você estava morando em uma caverna sem internet e ainda não leu essa última edição da Foreverskim basta clicar na imagem para folhear a publicação mais importante do skimboard. Só para você não se assustar, nessa edição tem várias fotos da session que fizemos em Sununga em março!
FSM Green Eggs and Am Video Coverage
Derek e a galera da Foreverskim acabaram de postar o vídeo do campeonato organizado pelo Paulo Prietto e pelo Steve Taylor. Não tem como saber exatamente que onda foi em que bateria, mas, é impressionante como o Blair não ganhou. Nosso amigo Morgan foi nesse campeonato e tirou umas fotos, se você ainda não viu é só descer mais a página.
Green Eggs and Am 2009 :: ForeverSkim Official Coverage from Derek Makekau on Vimeo.
A música é: 1990s - See you at the lights
Skim movie Hawaii
As fotos da Forever :: Sununga :: Preview

Pedro em uma conexão gigante!
Essa última session que fizemos em Sununga foi muito proveitosa e divertida. No entanto, as ondas estavam muito mais difíceis que na session que foi capa da Foreverskim, há alguns meses atrás. Rolaram muitos wipe outs lindos e uma das frases mais ditas na session, com certeza, foi "not making it sucks".

Pedro... Not making it...
Foreverskim 32
X Dance - Foreverskim
No entanto, os dois esportes de ação mais famosos, o surf e o skate, vivem realidades bem diferentes. Grande parte dos filmes produzidos sobre surf e skate são iniciativas das próprias marcas. Elas juntam seus atletas e seus recursos financeiros e saem para filmar. Os exemplos são quase eternos, a série Young Guns da Quiksilver, os filmes do Taj Burrow da Billabong, os filmes do Mick Fanning da Rip Curl. O skate está numa situação muito parecida, mas que para os mais desatentos passa despercebida, muitas marcas de skate se juntaram durante os últimos anos, muitas vezes os filmes juntam skatistas patrocinados por empresas diferentes mas que fazem parte do mesmo grupo, parecendo que o filme é um esforço de vários players da industria do skate.
Esse aumento de produção e consumo de mídia de esportes de ação gerou um debate, que já rola há algum tempo, sobre o alcance do que é chamado de “action porn”. Durante a maior parte de sua existência os envolvidos nos esportes de ação consideravam (boa parte deles, talvez, ainda considere) que os esportes como surf, skate, snowboard, mountain bike, skimboard etc são impressionantes por eles mesmo. Não é necessário a existência de uma historia para envolver o leitor/espectador. As revistas especializadas e os filmes contam com milhares de imagens lindas mostrando, para quem entende do esporte, o limite do que é humanamente possível naquele disciplina. A essas imagens se deu o nome de “action porn”. Por outro lado, os contrários ao “action porn” argumentam que filmes e revistas especializadas não tem um apelo dramático para os que não são familiarizados com o esporte. Alguém que nunca andou de snowboard, por exemplo, tende a achar 40 minutos de pessoas pulando gaps enormes e descidas super íngremes um tanto repetitivo. O pensamento é de que mídias mais dramáticas podem mostrar o esporte para uma audiência maior, atrair mais patrocínios e construir uma imagem mais forte para os próprios esportes.
Existem vários exemplos disso, Riding Giants and Step into Liquid são dois, mas, na verdade, essa busca por uma dramaticidade já vem acontecendo por um tempo. Os filmes de esporte de ação que focam um atleta como personagem principal são um exemplo dessa busca de drama para uma aproximação atleta x público.
No entanto, esse ano o movimento contra o action porn ganhou um grande aliado. O maior festival de filmes de esportes de ação, quase que o Oscar desse tipo de filme resolveu mudar suas regras para incentivar a produção de filmes mais dramáticos.
Nosso amigo Derek da Foreverskim escreveu um ótimo texto expressando seus sentimentos sobre essa mudança.
Para quem não leu na Foreverskim, aqui vai a versão em português.
O X-Dance é possivelmente o maior e mais respeitado festival de filmes de esportes de ação no mundo. Ele começou em 2001 com a missão de “nutrir o crescimento da produção de filmes sobre esportes de ação” e dar o respectivo reconhecimento aos atletas e diretores, nos últimos sete anos eles mantiveram essa palavra. O X-Dance mostrou filmes incríveis dentro de todo o espectro dos esportes de ação. Eles também conseguiram atrair a atenção de Hollywood, constantemente deixando mais tênue a linha entre a industria dos esportes radicais e a industria do entretenimento. Talvez tenha sido isso que inspirou o recente erro. Os filmes no X-Dance sempre foram julgados baseados em seus méritos como filmes, e os nomeados eram escolhidos baseados na cinematografia, na edição, na historia, na música e na ação. Esse ano, os filmes foram julgados usando essas categorias, mas cada categoria tinha um valor igual no resultado final, ou seja, os filmes premiados geralmente foram os que ganharam notas boas em todas as categorias. Isso é um problema por algumas razões; a maior de todas é porque o esportes de ação estão sempre crescendo, tanto dentro dos esportes existentes, quanto com a criação de novos. Todo ano surgem novas possibilidades para que os atletas se considerem participantes de uma esporte de ação, o que significa novos olhares sobre esse esporte, e acaba gerando diversos filmes. Esse constante expansão agora esbarra no fato de que existem gêneros dentro dos filmes de esporte de ação.
É como se o Oscar resolvesse criar uma categoria de “melhor filme” e juntasse todos os filmes nela. Sem separações entre documentários, “melhor filme estrangeiro” ou “melhor animação”. A parte mais triste é que o X-Dance está fazendo isso com um objetivo: o de eliminar o que eles chamam de “action porn”.
Em um comunicado feito em dezembro de 2008, eles declararam que esse formato “vai fazer com que a industria cinematográfica de esportes de ação mude dos filmes focados apenas em adrenalina para filmes que possam ter um reconhecimento legítimo com produção cinematográfica em uma maior escala.
Não há como não pensar que o X-Dance Film Festival passou sete anos guardando sua última dança para Hollywood.
A chamada “action porn” alimenta a imagem dos esportes de ação. Alguns dos filmes mais emocionantes de assistir vão diretamente ao ponto e mostram imagens fantásticas e impressionantes adicionadas de uma música empolgante. Sem narrações ou storyline, apenas atletas fazendo o que eles fazem melhor e diretores talentosos colocando suas visões sobre o esporte.
Vamos olhar para o mundo do skimboard e falar sobre o que rapidamente se tornou um marco para o vídeos de skimboard, a Exile lançou o Bearded em 2005. Alguns dos melhores skimboarders do planeta, andando nas melhores condições possíveis; o filme que possivelmente mostrou para mais pessoas o que skimboard realmente é. Todos gostam, ficam impressionados e mudam de idéia sobre o esporte. Em 2006 eu tive a oportunidade de mostrar o filme para várias pessoas da Action Sports Group, e a reação confirmou na minha mente para sempre que “action porn” não é apenas essencial para os esportes de ação, mas é também uma das mais influentes formas de se fazer um filme de esportes de ação. Não existe uma melhor forma de resumir um esporte do que 35 minutos dos melhores momento, como o Bearded.
Eu não quero dizer que documentários ou filmes com storylines não tem apelo. É uma realidade, que aparentemente está sendo liderada pelo surf, de que mais e mais os filmes serão criados a partir de uma historia; se o X-Dance criou essa mudança ou não, ainda é muito cedo para falar mas é obvio que eles estão fazendo a parte que lhes cabe e ajudando nessa mudança. Nosso objetivo deveria ser de que o X-Dance não tente acabar com o “action porn” mas sim transformar o “action porn” em um gênero da cinematografia de esportes de ação. Como nós podemos simplesmente ignorar tudo que o “action porn” fez pelos esportes de ação? Como podemos ignorar algo que faz parte da nossa cultura sobre os esportes de ação?
A realidade é que nós não podemos deixar de lado de onde viemos. Espero que o “action porn” ainda tenha uma longa vida!
Derek Makekau
Esse ano a premiação do X Dance foi dominada pelo filme da Quiksilver e da Red Bull sobre o snowboarder Travis Rice, que já foi bastante falado por aqui. O filme é uma mistura de alguma história sobre Rice e bastante action porn. Mas, vale lembrar, que os recursos cinematográficos usados nesse filmes são realmente impressionantes. Ano que vem talvez o vencedor não tenha lá muito minutos de action porn....
A galera do SkimBrasil concorda plenamente com o Derek e espera que os produtores não se importem muito com as mudanças no X Dance e continuem a fazer o bom e velho action porn!!
Resultados do X Dance:
Melhor filme: That's it That's all (o SkimBrasil recomenda!)
Diretor: The fine line - Dave Mossop
Edição: Uniquely (o SkimBrasil recomenda!)
Cinematografia: That's it That's all
Trilha Sonora: Archy
Curta metragem: Looking thru the B-sides
Adventure: The Sharp end
Core movie: Reasons
Documentário: Between the Lines
Biografia: Clay Marzo: Just add water (o SkimBrasil recomenda!)
Emerging Filmmaker: Chasing Waves - Dave Arnold e Tyrone Lebon
Foreverskim
Foreverskim TV
Foreverskim 30

A capa

Nós estamos lá! Nossa amiga Letícia fez essa foto e apresentou Rio das Ostras com estilo!

Infelizmente durante 2 meses não pegamos ondas lá tão boas... Itacoatiara quebrando perfeito para goofy, pena que só o Munir estava nessa session, e ele é regular.
Por outro lado, nesse último final de semana Itacoatiara estava muito bom, tanto no sábado quanto no domingo. Aguardem as fotos!
World News

Nova revista de Flatland canadense: Uma galera da região de BC, onde fica Vacouver, acaba de lançar uma nova revista eletrônica.

Campeonato em Portugal: O SkimBrasil tem o prazer e orgulho de anunciar que nosso amigo Munir Ruffo foi convidado para ser cabeça de chave do Estoril Internacional de Skimboard, que vai rolar em Pedro do Estoril nos dias 29 e 30 de Novembro.

Parece que rolam altas ondas por lá. Para mais informações visite o site da Folha Skimboards, organizadora do evento.






